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Odeio meu pescoço, mas meu cérebro continua lindo…

08/01/2013

Captura de tela 2013-01-08 às 11.59.06Você lembra da avó do Sítio do Pica Pau Amarelo, Dona Benta? Se você já passou dos 50, certamente lembra. Era uma velha senhora, com um corpo meio desajeitado, escondida dentro de roupas amplas, cabelo branco preso num coque sem graça… Pois é, descobri recentemente, para meu espanto, que ela tinha 51 anos! Fiquei traumatizada, juro. As mulheres de 51 anos do século 21 são muito diferentes. Boa parte delas fez uma bela carreira, tem aparência mais jovem, está em busca de desafios e felicidade muito além da cozinha, da casa e dos netos.

Como a idade média da população brasileira aumentou consideravelmente nos últimos 50 anos – 25,4 anos entre 1960 e 2010, passando de 48 para 73,4 anos, segundo o IBGE  – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou em 29/06/2012 -, é óbvio que isso pode ser constatado facilmente. Alguns estudos sobre as regras para aposentadorias já começam a considerar essas diferenças. No entanto, muita gente, aposentada ou não, foi “descartada” pelo mercado de trabalho em razão da idade, especialmente as mulheres.

Por quê? Certamente não temos o mesmo pique físico para passar noites trabalhando, mas temos experiência suficiente para fazer escolhas inteligentes que dispensem isso. Também temos capacidade de organizar o trabalho dos jovens de forma a obter o melhor rendimento. Nossa inteligência continua a mesma, acrescida de memórias de situações vividas que ajudam a selecionar melhor as informações que precisamos. Podemos ajudar os menos experientes com aconselhamento e compreensão. Temos uma visão estratégica mais sofisticada.

Numa outra ponta, vemos comandantes de empresas se queixando de não conseguirem fazer suas brilhantes executivas optarem por carreiras internacionais ou recusarem alguns postos de grande responsabilidade em razão de família e filhos. É claro, mulheres jovens estão na hora de ter filhos e até hoje não inventaram alguma coisa que substitua uma mãe perfeitamente. Essa é a hora delas.

Quem sabe alguém mais esperto não deixa de tentar esperar que as mães abandonem seus filhos pequenos e se volta para as mulheres mais velhas? Filhos criados, casamento consolidado ou solteirice da meia idade significam mais liberdade para viagens e mudanças.

mulher no comando do barcoAfinal, o que você vai fazer com esses anos extras que a natureza lhe deu? Cuidar dos netos? Um pouquinho tudo bem, eles são maravilhosos e lhe dão muita satisfacão. Entretanto, seu cérebro, acostumado a viver o turbilhão do ambiente de trabalho vai exigir mais. Claro, você pode gastar seu tempo viajando para todos os países que sempre quis conhecer. Você pode fazer aquele curso de arte ou estudar religião ou ir à academia com regularidade. Mas, são muitos anos entre os 50 e os 80…

Seu pescoço não é tão lisinho? Talvez a cintura também não seja tão fina… Mas o seu cérebro continua afiado e você tem muito a oferecer. Vamos lá, o que você quer? Levante da cadeira e vá reconquistar a sua vida e a de muitas mulheres que estão por aí sem saber bem como preencher sua vida.

Certamente podem me acusar de querer “tirar” empregos dos mais jovens, mas acho que vale o risco. Será que conseguimos chamar a atenção dos responsáveis por contratações para as “jovens” mulheres de mais de 50 que estão querendo se manter no mercado corporativo? Vamos criar um novo segmento de trabalho, o das mulheres mais velhas.

Boas Festas

18/12/2012

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Sobre o vazio da dor e da criação, por Fernanda Tavares

30/11/2012

Hoje o que me ocorre é um sentimento de profundo esgotamento. Esgotamento do planeta, esgotamento da economia, esgotamento das soluções já conhecidas. Nossa forma de enxergar o mundo e de nos relacionar com ele está esgotada e, no entanto, insistimos em fazer valer as mesmas soluções e propostas de sempre. Tudo isso pra fugir da angústia, a angústia do não saber, de onde brota nossa capacidade de criação.

Love (Two red hearts)Estou cansada da repetição, anseio pelo novo, não pelo gosto da novidade per se, mas por sentir que a repetição começa a significar a morte. Por outro lado, como dar a luz ao novo sem que o que o precede morra de alguma forma? Será que no fundo desse esgotamento está uma semente prestes a brotar?

No espaço de um mês vivi a morte do meu pai e acompanhei o nascimento de uma criança em uma família próxima. Natural nessas circunstâncias pensar sobre o significado da vida e da morte. Me parece que elas estão tão intimamente ligadas que não consigo separá-las. Assim, meu desejo profundo de evitar a morte do meu pai parece ser antagônico à possibilidade de perpetuação da sua vida… Pra mantê-lo aqui comigo eu precisaria ser capaz de, em alguma medida, congelar o tempo. O tempo que não pára e a quem peço que transforme as velhas formas do viver. Se a morte é o que de alguma forma viabiliza o nascimento, seja porque algumas almas precisam deixar este mundo para que outras retornem ou porque é preciso morrer para este mundo para renascer em outro, evitá-la seria uma forma de estagnação e, portanto, de esgotamento. A vida eterna nesse mundo, a exemplo do que se passa com os vampiros, não passa, portanto, de um aprisionamento. Não posso desejar isso a alguém a quem amo.

Por outro lado, é muito difícil reconhecer e aceitar que neste momento, de forma metafórica, estou desejando a morte. A morte de tudo o que é conhecido, dos velhos hábitos, das velhas saídas, das velhas crenças, atualmente limitantes. Vejo tantas coisas que já não servem mais! Mas assim como não tenho certeza do que acontece depois da morte física, não tenho certeza do que substituirá o que já não mais serve. Não tenho novas respostas pra colocar no lugar das antigas. Isso me faz entender o apego ao já conhecido e o medo em saltar no abismo. Até porque há muitos saltos que não se pode fazer acompanhada e isso, muitas vezes, eleva nosso receio à enésima potência. Além de não saber o que vou encontrar, estarei sozinha… Ainda assim, ficar onde estou não me parece mais uma opção tolerável. Não me resta outra alternativa, então, a não ser dar boas-vindas ao risco.

Tenho ouvido histórias de conhecidos do meu pai que dão a entender que ele sabia que ia morrer, teve algum tipo de pressentimento ou intuição. Não duvido que de fato ele soubesse, acho que bem no fundo todos nós sabemos quando alguma coisa está chegando ao final. Cheguei a sentir um pouco de raiva do meu pai ao pensar nessa possibilidade, a de que ele sabia e não tomou alguma ação pra evitar o desfecho (imaginando que isso fosse possível). Por outro lado, por mais que a gente tente se agarrar ao que se tem, isso só traz mais angústia e sofrimento porque há momentos em que precisamos aceitar que não há o que possa fazer pra evitar o fim, ele parece já ser uma realidade antes mesmo de o ser. Nesse caso, reconhecer sua proximidade e não lutar contra ele seria realmente uma forma de sabedoria e não de capitulação.

A verdade é que o sentimento é paradoxal e pensando nisso, negar o fim pode não ser uma forma de doença, mas um sinal de saúde, desde que não dure indefinidamente, é claro. Evitar a angústia, a tristeza, a dor, o sentimento de vazio é ser humano. O vazio, em especial, que pra mim tem como uma de suas representações um silêncio que antes não estava lá, tem uma dimensão avassaladora, não representa apenas o espaço pra criação. Não sei por quanto tempo dou conta dele, do vazio, mas tenho que encará-lo. Essencialmente porque tenho a esperança de que ele não durará para sempre, em algum momento posso resgatar minha identidade de criadora, mantendo humildemente minha consciência de criatura.

Agora, já, só me sei criatura, com pequenos lampejos de criadora. Enquanto isso, pra me inspirar, ouço Moska…

Tudo Novo de Novo (Moska)

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Fernanda Tavares Silva atua profissionalmente na área de Recursos Humanos, com foco em Desenvolvimento de Pessoas e está finalizando pós-graduação em Consultoria de Carreira.

A Lenda de Noé e a responsabilidade de cada um na construção do futuro

12/11/2012

No último sábado, participei de uma aula genial com o Professor Jean Bartoli. Ele é uma pessoa muito interessante, genial eu diria, e faz qualquer um parar para refletir. O texto abaixo, que ele nos trouxe, me fez pensar em nossa responsabilidade individual e coletiva na construção do futuro. Resolvi compartilhar, porque acredito firmemente que existem muitas pessoas com o mesmo tipo de preocupação e, quem sabe, ler esse texto pode ajudar a achar caminhos de ação. Acredito que podemos encontrar vários Noés por aí ou, até mesmo, ser um deles.

“Noé estava cansado do papel de profeta da infelicidade e de sempre anunciar uma catástrofe que nunca vinha e que ninguém levava a sério. Um dia, vestiu um velho saco e espalhou pó sobre a cabeça. Este gesto só era permitido a quem pranteava um filho querido ou a esposa. Vestindo a roupa da verdade, ator da dor, voltou para a cidade, decidido a reverter em seu benefício a curiosidade, a malignidade e a superstição dos moradores. Em pouco tempo, juntou-se a seu redor uma pequena multidão curiosa e as perguntas começaram a surgir. Perguntaram se alguém tinha morrido e quem era. Noé respondeu que muitos tinham morrido e que esses mortos eram eles, o que provocou gargalhadas. Quando lhe perguntaram quando tinha acontecido tal catástrofe, ele respondeu: amanhã. Aproveitando então a atenção e a aflição dos ouvintes, Noé ergueu-se e, do alto de sua grandeza, começou a falar: depois de amanhã, o dilúvio será algo que já aconteceu. E quando o dilúvio tiver acontecido, tudo que é nunca terá existido. Quando o dilúvio tiver arrastado tudo o que existe, tudo que tiver existido, será muito tarde para lembrar, porque não haverá mais ninguém. Não haverá mais então nenhuma diferença entre os mortos e os que os choram. Se eu vim aqui diante de vocês, é para inverter o tempo, é para chorar hoje os mortos de amanhã. Depois de amanhã, será tarde demais. Dito isso, voltou para casa, trocou de roupa, tirou o pó que lhe cobria o rosto e foi para sua oficina. No decorrer da tarde, um carpinteiro bateu a sua porta e lhe disse: deixa-me te ajudar a construir a arca para que tudo aquilo se torne falso. Mais tarde, um telhador juntou-se aos dois, dizendo: chove nas montanhas, deixem-me ajudá-los para que tudo aquilo se torne falso.”

Esse texto é citado em DUPUY, Jean-Pierre, Petite métaphysique des tsunamis, Paris, Seuil, 2005 p.10. Dupuy tira essa citação do livro de SIMONELLI, Thierry, Günther Anders. De la désuetude de l´homme, Clichy, Éditions du Jasmin, 2004, pg. 84-85

Executiva da Dudalina vai ministrar uma das palestras mais concorridas do evento

23/10/2012

Sonia Hess, presidente da Dudalina e do LIDEM é destaque do II Fórum para Mulheres. Desde que assumiu a presidência da Dudalina, em 2003, Sônia Regina Hess de Souza, de 56 anos, promoveu um salto de crescimento da marca. Só para termos uma ideia, o faturamento da empresa em 2009 era 140 milhões de reais. Hoje, esse número passa dos 380 milhões, ou seja, é a consolidação do trabalho árduo e atuante de uma empresária que respira sucesso.

Podemos dizer que por causa dela, diversas personalidades como Fátima Bernardes, Lilia Cabral e Patrícia Poeta vestem a marca com louvor, promovendo um ciclo de credibilidade entre as mulheres de poder, digamos assim. O segredo? Ela conta em sua palestra, porém, em uma entrevista ao portal A Notícia, revela um pouco da fórmula: “Não gosto de ficar fechada em uma sala, gosto de ver as pessoas e de manter o acesso a mim liberado. As coisas fluem melhor. Qualquer funcionário pode vir falar comigo”, afirma a mentora.

Recentemente, a empresária recebeu um prêmio inédito entre mulheres: foi eleita a personalidade de vendas do ano pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, a reconhecida ADVB. O reconhecimento? É a primeira mulher escolhida em 50 anos da premiação. Enfim, você não pode perder! Dia 25, a partir das 16 horas o Talk Show Inspiracional com esse exemplo de trajetória e consolidação da mulher no mercado de negócios!

Fórum “Mulheres em Destaque” (evento fechado)
Data: 24 e 25 de outubro de 2012, das 8h30 às 18h
Local: Centro de Eventos Fecomércio
Rua Plínio Barreto, 289 – Bela Vista – São Paulo
Inscrições e informações: http://www.forummulheresemdestaque.com.br
Participação integral: R$ 620 (até 17 de outubro) ou R$ 800 (após essa data)
Participação parcial: R$ 440 (até 17 de outubro) ou R$ 530 (após essa data)

Vera Gobetti ensina o caminho das pedras para ser feliz e realizada na profissão

22/10/2012

Se você é uma mulher moderna, atualizada e profissional, não pode perder o II Fórum Mulheres em Destaque, que acontece dias 24 e 25 de outubro, no Fecomércio, em São Paulo. O evento vai discutir o papel da liderança feminina no mercado de trabalho, seu empreendedorismo e perseverança, na busca por posições e competências de destaque.

Dentre as grandes profissionais que trocarão experiências em workshops inovadores, está Vera Gobetti, executiva de Recursos Humanos com mais de 25 anos de experiência em empresas multinacionais como BSH Home Appliances, Robert Bosch e Ericsson Telecomunicações, trabalhando com todos os sub-sistemas de RH. Graduada em Letras e Psicologia, Vera atua como consultora na área de desenvolvimento organizacional e humano, dando suporte às organizações em planejamento estratégico, com ênfase em desenvolvimento de liderança e planos de sucessão.

Seu tema no II Fórum Mulheres em Destaque é a Formação e Capacitação de Executivas no Mundo Corporativo. “Abordarei o tema com um breve histórico do percentual de mulheres no mundo executivo, sua evolução e as principais exigências de formação e desenvolvimento que as organizações impõem no decorrer do tempo”, conta a palestrante.

Segundo a especialista, adaptabilidade, flexibilidade, negociação constante, foco em resultados e em desenvolvimento de pessoas são algumas das competências exigidas e cobradas das mulheres dentro das organizações. “Faremos uma breve reflexão sobre em qual cenário estamos vivendo estas demandas empresariais e cruzaremos as informações com as demandas pessoais e familiares, que também farão parte do tema central de minha apresentação, sempre com o enfoque na necessidade de adequação das exigências e competências à realidade de cada empresa e ao worklife balance, tão difícil de ser administrado nos dias atuais”, finaliza.

Participe no dia 24 de outubro, às 16 horas, do Painel de Pessoas – Gestão e Retenção de Talentos Femininos, no II Fórum Mulheres em Destaque.

Fórum “Mulheres em Destaque” (evento fechado)
Data: 24 e 25 de outubro de 2012, das 8h30 às 18h
Local: Centro de Eventos Fecomércio
Rua Plínio Barreto, 289 – Bela Vista – São Paulo
Inscrições e informações: http://www.forummulheresemdestaque.com.br/
Participação integral: R$ 620 (até 17 de outubro) ou R$ 800 (após essa data)
Participação parcial: R$ 440 (até 17 de outubro) ou R$ 530 (após essa data)

Conhece-te a ti mesmo… Parte II

16/10/2012

Continuando a conversa sobre esse relevante tema do autoconhecimento, recentemente descobri na Harvard Business Review um grupo de testes que analisam desde o que eles chamam de “eu físico”, passando pelo “eu pensante” e chegando ao “eu emocional”.

O “eu físico” é relacionado aos movimentos e funções fisiológicas e os testes ajudam a tomar decisões sobre trabalho e bem estar. A HBR apresenta o Sleep on It, para celular, o FItbit, o Jawbone Up e o Nike+FuelBand. Ainda não experimentei, mas vou tentar certamente.

O “eu pensante” é relacionado a rotinas, hábitos e produtividade de quem trabalha com conhecimento. As ferramentas de análise mostram como seu pensamento “viaja”, o que chama sua atenção durante um dia de trabalho e ajudam a autodisciplina. A revista cita o Voyurl, o RescueTime, o Quantified Mind e o capacete Epoc.

As ferramentas que medem o “eu emocional” mostram a relação entre seu humor e a tomada de decisões, as situações e as ações no plano profissional. Alguns, como o MoodKit monitoram o humor ao longo do tempo, sugerindo inclusive como melhorar. Achei esse muito legal. Aparentemente, você pode mudar a forma como enfrenta um desafio e a ferramenta mede como você está após essa mudança. Ainda são citados nessa linha o MoodPanda, o 750 Wirds e o Mappiness.

Essas avaliações são destinadas, claro, a quem quer fazer um monitoramento profundo de si mesmo e eu só as trouxe aqui porque achei uma novidade muito interessante.

Entretanto, para quem está iniciando uma busca por autoconhecimento, as ferramentas tradicionais são mais do que suficientes. Descubra-se, você poderá se surpreender e quem sabe, encontrar caminhos inesperados que vão levá-lo a um melhor desempenho e a uma maior felicidade. Os gregos estavam certos…

Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo

(inscrição encontrada na entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia)

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