Um pouco do meu Eu – entrevista para o GAS

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Sou nascida e criada em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, Santa Maria. Vivi lá até os 22 anos, quando terminei a faculdade de Engenharia e fui para São Paulo, em busca de oportunidades e desafios que me fizessem crescer como pessoa e profissional.

Mais de quarenta anos depois que saí da terrinha, recebi um convite para falar para um grupo da cidade – o grupo GAS – e me senti feliz e emocionada. Afinal, compartilhar minha história com alguns conterrâneos me pareceu uma maneira de contar do meu orgulho e da minha gratidão a essa comunidade que contribuiu tanto para me fazer quem sou.

O grupo GAS é uma associação de pessoas ligadas à administração pública da cidade, criado pela Secretaria de Educação da Prefeitura do Município. Eles compartilham informações, histórias e conhecimentos utilizando o WhatsApp, o que está perfeitamente de acordo com os tempos que vivemos e viveremos num futuro próximo.

A primeira parte da entrevista tratou de minhas escolhas e minha vida na cidade. Quem quiser saber um pouquinho sobre de onde vim e do que me fez ser quem sou, veja o vídeo, que está no link abaixo:

Na segunda parte – próximo capítulo – falarei um pouco mais dessa cidade maravilhosa em que desfrutei de anos felizes e proveitosos e na qual sempre tenho prazer de estar.

Obrigada, Anne Forgiarini, por me abrir essa possibilidade e obrigada, Leonardo Forgiarini Guedes, por ser meu anfitrião.

De olho numa promoção?

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Estou compartilhando um resumo de cinco dicas de Alyson Garrido, coach de carreira americana, pois concordo e achei bom mostrar para mais pessoas. Veja abaixo, espero que ajude se você estiver buscando uma promoção.

Seja visível

Auxilie seus colegas sempre que puder

Colabore com os projetos dos outros

Participe de grupos de trabalho

Almoce com seus colegas em vez de comer na sua mesa

Use caminhos diferentes quando sair do banheiro e diga olá para colegas que encontrar no trajeto

Esteja presente em eventos corporativos não obrigatórios

Largue tudo

Quando disser a alguém que tem tempo para conversar, ajudar ou responder a alguma pergunta, largue e concentre sua atenção no outro

O telefone, o computador, os relatórios, tudo pode esperar para que você escute ativamente o outro

Leve em conta a maneira com que faz os outros se sentirem ao se aproximar de você

Você não precisa estar sempre disponível, mas quando diz estar, esteja totalmente

Seja pessoal

Saia do papel profissional e compartilhe alguma informação pessoal

Mostre que se importa, perguntando sobre família, férias, hobbies

Cuidado para não parecer intrometido, faça tudo com moderação

Use informações pessoais de seus colegas para construir camaradagem e confiança

Conquiste aliados

Escolha envolver-se naqueles projetos extras que poderão lhe trazer habilidades úteis aos seus planos de crescimento

Se estiver buscando um papel de liderança, seja mentor de colegas mais jovens, eles poderão falar de suas qualidades

Se quiser mudar de esquipe, veja se pode apoiar essa equipe, mostrando suas habilidades transferíveis

Seja seletivo na sua generosidade para ter certeza de que não está se espalhando demais

Não precisa correr

Essas ações não exigem que você corra

Quando você se move muito rápido, a possibilidade de cometer um erro aumenta muito

Reserve tempo para ler emails com mais cuidado

Não precisa responder todas as menagens imediatamente, pense bem na resposta

Seja realista ao estabelecer os prazos de entrega de seu trabalho para evitar expectativas irrealistas

Crie espaços para respirar

Espero que essas dicas sejam úteis. Use sempre que puder, pois poderão fazer a diferença entre você chegar aonde quer ou ficar no meio do caminho.

Como ficamos?

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Meses de isolamento, máscaras e poucas interações com muitas pessoas que nos trazem normalmente muito prazer, têm produzido mudanças em todos nós. Apesar de estarmos aprendendo muito sobre relacionamentos através dos telefones e computadores e sobre trabalho à distância, a despeito de estarmos discutindo o mundo fascinante que emergirá desse ano abominável, os sinais que herdaremos física e emocionalmente são visíveis.

Hoje fiz uma selfie, usando conselhos de minha irmã, que sabe muito mais do que eu, e me deu algumas aulas. Confirmei algo que já tinha notado quando dei uma entrevista há alguns dias atrás: envelheci vários anos em 2020. Meu olhar voltou a ser triste, mesmo que eu esteja feliz, curtindo o simples dia-a-dia com meu marido e observando Roma pela janela. Com todos os bons momentos que tenho vivido, as notícias dos jornais me trazem insegurança e medo do futuro. A ignorância e a disputa política em torno do vírus, me faz cada dia ficar mais triste e preocupada.

Vacinas estão sendo anunciadas para o início de 2021. Pessoas corajosas e benevolentes estão aceitando ser cobaias, mas nenhum laboratório quer ser responsabilizado por aquilo que não der certo. Claro que, mesmo que as vacinas sejam ainda duvidosas, as pessoas irão buscar. Ninguém aguenta mais essa situação. Muitos decidiram enfrentar o vírus sem pensar que podem infectar outros menos resistentes. Eu não condeno ninguém pois sou capaz de entender o desespero das pessoas.

A Europa está de joelhos, tentando achar uma maneira de diminuir esse segundo momento do vírus. Lockdowns, estado de emergência, cores para as regiões determinando as medidas que devem ser adotadas, cidades fechadas, apelos para as pessoas ficarem o maior tempo possível em casa, nada disso tem resolvido. Não tenho notícias da Ásia e da África, nem imagino o que possa estar acontecendo.

Estou pedindo ao verão que proteja o Brasil, pois nem sou capaz de conjecturar sobre um repique da doença na força que parece ser sua característica. Sem dúvida, poderá destruir o que resta de meu amado país. Hoje fiquei sabendo que aí o vírus está aumentando nas classes A e B, graças a festas e encontros. Essas pessoas tem acesso a bons serviços de saúde, mas representam o potencial de infectar pessoas de classes mais frágeis em relação à disponibilidade da saúde pública. Assustador!

O que vai acontecer quando tirarmos as máscaras? Essa é uma pergunta que me faço todo dia. Agora, fomos reduzidos a falar, mostrar o que sentimos, sofrer ou estar felizes, apenas com os olhos. outro dia caí na rua e fui auxiliada por um par de olhos generosos, mas se os encontrar outra vez na rua não serei capaz de reconhecer. Não sabemos mais quem somos e quem são os outros.

Quando eu vi essa foto, uma noiva e suas damas de honra usando máscaras, quase chorei. As máscaras são lindas, bordadas, combinando com o vestido da noiva, mas mesmo assim, escondem sorrisos e emoções. Um momento especial desses sem rosto?

A tristeza de meus olhos tem razão de ser, afinal.

Fotos arquivo pessoal, Unsplash (Ashkan Forouzani) e Facebook

Atire a primeira pedra…

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Atualmente, a perplexidade tem dominado meus pensamentos mas, mais do que tudo, o momento tem iluminado verdades conhecidas, mas ignoradas durante muito tempo. Somente nos últimos dias me dei conta de como posso – e outros também podem – ser hipócrita sem perceber e sem trazer sentimentos de arrependimento ou constrangimento. Sou naturalmente gentil, o que me leva muitas vezes a usar de uma certa falsidade para manter essa característica.

Hipocrisia ou gentileza? Onde está o limite entre ser gentil e ser hipócrita? Sou só eu, ou vocês também têm que lidar com esse questionamento.

Você nunca teve aquele momento em que chamou de linda uma amiga, apenas para que ela se sentisse melhor, mesmo sabendo que ela é feinha? Você não “mente” quando come alguma coisa que detesta, apenas porque alguém cozinhou para você?

Essas situações são frequentes no dia-a-dia e mostram nosso lado menos honesto ou autêntico… Ou apenas bem educado e gentil?

Já passei por muitos momentos desse tipo. Nunca esqueço de uma festa de aniversário de uma menina que era colega do meu filho na escola (eles tinham uns 5 anos), e a única comida servida era sarapatel. Foi uma das coisas mais horríveis que eu já comi, mas quando a dona da festa me perguntou sorridente se eu tinha gostado, eu disse sim, apenas para não ser desagradável com ela. Tenho dezenas de exemplos semelhantes a esse e você possivelmente também tem.

Circunstâncias como as descritas acima têm se repetido constantemente, especialmente nesse tempo de isolamento social. Nossas relações estão passando por modificações sobre as quais não temos controle, então a “hipocrisia do bem” se torna uma alternativa para não apenas fazer uma ou outra cortesia, mas também para esconder algumas verdades sobre nós mesmos.

Num tempo em que nossos referenciais éticos e morais estão sendo questionados, em que a liberdade de uns pode ofender outros sem consequências, em que nossas crenças vêm sendo derrubadas pelo politicamente correto, como não agir com menos autenticidade? Muitas vezes, sentimos até vergonha de não concordar com a maioria, temos medo de parecer retrógrados, preconceituosos. É mais que hipocrisia do bem, é hipocrisia de aceitação, a obrigatoriedade de pensar igual à ideia predominante para fazer parte da tribo que admiramos. Esse tipo de comportamento tem feito muitas vítimas.

A “hipocrisia do bem ou da aceitação”, muitas vezes vem nos ajudar nas trocas, no amor, na amizade, nas relações sociais e de trabalho. É possível que realmente acreditemos nisso ou essa é apenas uma desculpa para atitudes menos nobres de nossa parte?

No meu caso, o que me leva a agir assim? O que me faz ser hipócrita, com a pretensão de ser gentil? Será um sentimento de superioridade, que me faz acreditar que minha opinião pode ser importante para outras pessoas? Agradar aos outros me faz sentir melhor? Sem dúvida ambos conceitos podem ser verdadeiros e isso não me faz uma pessoa melhor, mas me faz uma pessoa pior. Não quero ser essa pessoa pior e, mesmo que eu ache uma explicação lógica – e até generosa – para minhas atitudes, sempre ficarei em dúvida.

Minhas verdades podem ser disfarçadas, sem com isso me transformar em mentirosa e falsa, má, desonesta ou desleal. Ou não? É meramente uma forma de me enfeitar para as pessoas que amo e admiro? Ou de fingir que sou melhor? quem sabe devo apenas ficar quieta?

Gentileza é fundamental em uma civilização, onde vivemos juntos, em comunidades ampliadas pela tecnologia e pelos muitos meios de comunicação pessoal. É duro quando devemos escolher entre sermos gentis de verdade ou sermos hipócritas mesmo.

Atire a primeira pedra quem nunca…

Fotos: unsplash e google

E essa tal felicidade?

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“A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior”. Li isso na Wikipedia, que tem sido minha companheira constante para estudos variados nos momentos em que fico em casa.

Nesse tempos obscuros, é bom dar uma olhada nos aspectos brilhantes da vida, no amor, na saúde e… no que nos faz felizes.  Vai daí, pensei com meus botões: que tal falar um pouco sobre esse tema tão importante para a vida e as carreiras das pessoas? E essa tal felicidade? Onde encontramos?

Então, sente na sua poltrona favorita e me acompanhe. Se ainda tiver um copo de vinho ou um bom uísque será melhor ainda.

Desde as primeiras eras, a busca por definir e manter a felicidade tem sido tema de inúmeras reflexões de estudiosos. Nos tempos atuais, psicólogos humanistas iniciaram um movimento novo, a psicologia positiva, que recomenda que os profissionais contemporâneos da área adotem “uma visão mais aberta e apreciativa dos potenciais, das motivações e das capacidades humanas”, enfatizando mais a busca pela felicidade humana que o estudo das doenças mentais.

Os estudiosos ligados a essa corrente, concluíram que uma personalidade emocionalmente equilibrada relaciona-se melhor com a felicidade. A estabilidade emocional protege a pessoa contra as sentimentos negativos e prevê uma inteligência social* mais elevada, que colabora na formação e continuidade da coexistência harmoniosa com outras pessoas.

Aqueles que confiam mais nos outros têm maiores possibilidades de comunicar-se bem com mais pessoas, pois também desfrutam de maior inteligência social.

Bons relacionamentos têm a vantagem adicional de criar grupos de apoio para momentos de necessidade, de solidão ou de frustração. Interagir socialmente é um dos aspectos mais importantes para a felicidade.

Alcançar sucesso e realização impõe também que sejam reconhecidos aspectos positivos ao seu redor, demanda enxergar “o lado ensolarado da vida”. A atividade física, a meditação, o lazer, a distração, a família, os amigos, a natureza, a arte, os estudos e, principalmente o amor, são alguns desses aspectos prazerosos. Nem falo de viagens porque no momento isso não está fácil. Claro que depende daquilo que você tem, do que gosta e do que pode fazer. 

Nesse tempo de isolamento, usar as possibilidades que a tecnologia coloca a nosso dispor é a forma mais fácil de obter satisfação com o que a vida tem de bom para nos mostrar. Afinal, nunca se pensou que, em tão pouco tempo, tantas pessoas se familiarizariam com tantas alternativas técnicas.

Redes sociais, aplicativos, buscadores, transmissão online de conteúdo, conversas e filmes, compras, trabalho remoto, video-conferências, são as alternativas que ora estão disponíveis para mantermos nossos relacionamentos, nosso conhecimento e nosso relaxamento e alegria. Sem deixar de lado o velho telefone, que agora é uma ferramenta moderna e acessível a quase todo mundo.

Entretanto, mais do que tudo, saber o que é importante para você, o que lhe traz alegria e autoconfiança é o início de uma trajetória mais enriquecedora. A partir desse conhecimento sobre você mesmo e seus valores, você pode pensar em como aumentar episódios aprazíveis, repeti-los mais vezes e torná-los a base de sua satisfação. 

É preciso ter sempre presente, entretanto, que lamentações constantes, pensamento negativo, falta de confiança nas possibilidades que a vida traz são determinantes para que o fracasso se concretize.

Ah, mais do que tudo, histórias de tragédias, animaizinhos maltratados, crianças abandonadas, opiniões contraditórias sobre cuidados com a saúde podem ser determinantes em processos de pessimismo e depressão.

Enfim, tendo clareza sobre o melhor para você, no que acredita, o que lhe traz satisfação, com quais pessoas pode contar, você poderá direcionar sua vida de uma maneira que lhe traga mais significado e propósito. Com isso, sem dúvida você irá encontrar essa tal felicidade!

Falarei mais sobre isso em breve. Acompanhe.

Informações principais pesquisadas em: Wikipedia; The Economist – 2010 – “Age and Happiness – The U-bend of Life); HSA – Happiness Studies Academy (Dr. Tal Ben Shahar)

Fotos (na ordem): Olia Nayda, Benin Donmez, Tegan Mierle, Dustin Belt e stateofmind.it.

… precisamos falar sobre…*

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Andei relendo nos últimos meses a série “Os Reis Malditos”, onde Maurice Druon** conta a história dos reis Capetos, desde Filipe, o Belo até o rei João II. No livro 7 da série, “Quando um Rei Perde a França”, o autor escreveu isso:

Foto Nik Shuliahim

“O homem é semelhante a um cego que quer negar a luz porque não pode vê-la. A luz é um grande mistério para um cego.”

Esse parágrafo do livro me fez viajar numa longa pesquisa sobre a predisposição que faz com que todos nós tenhamos necessidade de atribuir características humanas a elementos não humanos. Os grandes mistérios a que somos expostos só são imaginados quando os transformamos em imagens concretas. Vai daí que um cego não consegue imaginar a luz porque nunca a viu.

A necessidade humana de tornar concreto qualquer pensamento, de personificar crenças e valores é algo extremamente limitante. Dificulta a fé, por exemplo – alguém consegue pensar em Deus sem ter em mente um velho senhor de barbas brancas? – assim como coloca barreiras à imaginação. Não permite também que o homem esteja aberto a outras dimensões ou universos paralelos, pois sempre que esses dois conceitos nos são exibidos, são baseados em nossa própria realidade.

A criatividade, então, nem se fala. Filmes e livros de ficção trazem seres feitos de luz, por exemplo, mas em formatos humanoides, outros que lembram animais, outros ainda com diversos olhos ou bocas e muitas criaturas exóticas, todas baseadas no que existe no nosso Universo. Se não fosse assim, como mostrar qualquer coisa? (foto Josh Hild)

Empresas usam a personificação, ou linguagem comum para criar propagandas de seus produtos. Essa forma de expressão cria emoções e interação social entre produtos e consumidores, forjando elos de relacionamento. Assistentes personalizados com nome, forma física e voz humana trazem sensações de acolhimento e compreensão.

Isso se chama antropomorfismo. Segundo a Wikipedia, o antropomorfismo é o pensamento que atribui características ou aspectos humanos a animais, deuses, elementos da natureza e constituintes da realidade em geral. (foto copiada de locomotiva26.com.br) Veja Calvin e Haroldo, um menino de seis anos e seu tigre de pelúcia que é seu amigo e confidente.

Nossa incapacidade de imaginar sem usar uma referência concreta talvez seja o que nos manteve incapazes de viajar a outros mundos até agora. Eventualmente essa é a razão de, ao pensarmos em universos paralelos, a primeira ideia que surge é de outros macro-cosmos semelhantes ao nosso, mesmo que existam teorias que desmentem essa crença.

Adoro ficção científica, mesmo que ela use sempre as referências do nosso próprio Universo. Leio e assisto com imenso prazer porque, a mim, desperta a insaciável curiosidade de saber mais e mais. (foto copiada de Turno Zero)

No entanto, o que está à minha mão é esse mundo cheio de contradições, guerras, amores, obras maravilhosas de natureza e, principalmente, aquilo de bom que o homem ainda é capaz de fazer.

Lamento apenas que precisemos viver nossas vidas sabendo que, por enquanto, não temos escapatória para um lugar melhor ou um futuro esperando para nos premiar. Vamos gastar toda nossa energia em fazer desse um mundo melhor! Claro que isso não nos impede de sonhar e imaginar. E nossos netos ou bisnetos poderão ser livres de nossas limitações.

*esse título é inspirado na série “The Young Pope” e na sua sequência “The New Pope”, ambas interessantes e disponíveis na Amazon.

** Maurice Druon, (abril/1918 – abril/2009), escritor francês premiado, foi Ministro da Cultura e de Negócios Culturais em diferentes momentos da França, Recebeu a Grande Cruz da Legião de Ouro.

Sobre Inteligência Emocional

Andei pensando nas competências que são cada vez mais importantes no mercado de trabalho e resolvi sugerir que você descubra como vai sua inteligência emocional. Não chega a ser um teste, apenas algumas perguntas, para você ter o tema em mente. Quer descobrir? Veja abaixo. Se a maioria das respostas for SIM, tudo bem. Se forem NÃO, é hora de começar a trabalhar no assunto.

O assunto não surgiu do nada na minha cabeça. Percebi que qualquer artigo que trata do futuro do trabalho cita Inteligência Emocional como um dos fatores críticos para o sucesso dos profissionais e também das empresas.

No momento, não tenho em mãos uma pesquisa confiável, mas quero acreditar que o sucesso de ambos está diretamente ligado à forma com que as pessoas se entendem no ambiente de trabalho e, em consequência, conseguem trabalhar melhor juntos.

foto Markus Spiske

Por outro lado, nos treinamentos de liderança e gestão dos quais participei, preparados a partir do pensamento mais moderno sobre o tema, um dos pontos mais ressaltados é o poder que a motivação tem para aumentar a produtividade das equipes, muito maior que atitudes autoritárias e distantes. Entender seus liderados demanda muita inteligência emocional, então se você já está ou quer estar numa posição de comando, precisa desenvolver muito essa competência.

Foto de capa de Alex Iby

2020, novos aprendizados: Teste de Bechdel

Sabe essas navegações sem compromisso que as pessoas fazem? Pois bem, estávamos, meu marido e eu, como fazemos regularmente, conversando e vendo trailers do novo filme do 007. Ambos somos fãs de carteirinha do cara, embora discordemos qual ator é o melhor. Sempre queremos previamente saber tudo sobre as filmagens, atores, diretor, figurinistas, enfim tudo o que torna realidade qualquer filme que apreciamos muito. Entre esses personagens, escolhemos saber sobre o diretor dessa versão, cuja biografia lemos e, ao fazê-lo, meu marido chamou minha atenção sobre uma informação totalmente nova para nós dois, o Teste de Bechdel, um teste que é aplicado a obras de ficção em geral. Não é relacionado a nenhum dos importantes prêmios que existem nas diferentes categorias, portanto não é comum vermos comentários populares a respeito.

Na verdade, existe todo um universo de informações sobre esse assunto: livros, artigos, estudos. Antes de me perder nesse novo mundão e como pode interessar a muita gente, principalmente às mulheres, resolvi copiar alguma informação da Wikipedia e compartilhar com vocês. Se para você isso não é novidade ou não interessa, deixe pra lá, pois é longo. Se quiser saber mais, leia abaixo, pesquise ou me pergunte. Posso compartilhar mais informações.

teste de Bechdel pergunta/questiona se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Algumas vezes se adiciona a condição de que as duas mulheres tenham nomes. Muitas obras contemporâneas falham no teste, que é um indicativo de preconceito de gênero. Em média, filmes que passaram no teste possuíam orçamento mais baixo que outros, mas um desempenho financeiro melhor ou equivalente.

Alisson Bechdel

O teste recebe o nome em homenagem à cartunista norte-americana Alison Bechdel. Em 1985, uma personagem de seus quadrinhos expressou a ideia, que a autora atribuiu a sua amiga Liz Wallace. O teste foi originalmente criado para avaliar filmes, mas é também aplicado para outras mídias.

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Alguns filmes famosos e suas notas no teste

De acordo com Mark Harris da Entertainment Weekly , se passar no teste fosse obrigatório, metade dos indicados em 2009 ao Oscar de melhor filme estariam ameaçados.”

O crítico de cinema Robbie Collin, do jornal The Daily Telegraph, critica o teste como “um rótulo premiador (juro que a palavra não é minha) que confere status a uma obra com pouca análise ou apreciação”, e sugere que o problema subjacente da falta de personagens femininas bem desenvolvidas no cinema deveria ser o tópico de discussão, ao invés do sucesso ou fracasso dos filmes em passar no teste de Bechdel.

Pantera Negra, aprovado no teste

De qualquer maneira, ainda existe muito a ser estudado e feito para ser justo com ambos os sexos, e também com as variações resultantes das escolhas pessoais daqueles que decidem não ser um ou outro.

Está na hora de movimentar sua carreira? Veja algo que pode ajudar

Tenho acompanhado, tanto quanto sou capaz, dezenas de informações a respeito do futuro das pessoas, do trabalho, do lazer, da vida. Sou uma curiosa a respeito de tudo de maravilhoso – ou assustador – que o futuro nos reserva.

Foto Samuel Zeller

Sei, por exemplo, que lá por volta dos anos 30 (2030, bem entendido) nosso córtex poderá estar conectado à nuvem. Quero viver até lá, pois adoraria ter meus pensamentos gravados, meus sonhos loucos passíveis de serem contados e escritos, mesmo que apenas para mim mesma.

Já ouvi que robôs farão o trabalho dos humanos, com duas consequências possíveis: humanos descansado e curtindo ou humanos sem trabalho amargando uma super frustração. Na primeira hipótese, os robôs gerariam renda suficiente para garantir que todos os humanos recebessem uma renda básica que lhes permitisse viver sem preocupações com os gastos cotidianos. Na segunda, bem, nessa nem quero pensar.

Entretanto, enquanto milhares de estudiosos estão debruçados sobre as consequências do avanço da tecnologia no mercado de trabalho dos próximos 30 anos e no desaparecimento de inúmeros postos, eu e Roberta Holanda, – Consultora de Finanças, Empreendedora e Coach Financeira – reunimos informações fundamentais para abordar o mercado de trabalho num futuro mais próximo, ou seja, amanhã ou no mês que vem.

Foto Alex Knight

Claro que os empregos como são hoje já estão mudando, as características e qualificações exigidas daqui a 5 anos já serão um pouco diferentes. Sem dúvida, as necessidades das pessoas também estarão em movimento e os empreendimentos de hoje precisarão ir se adaptando. Entretanto, ainda temos algum tempo em que as coisas são mais ou menos estáveis.

Acreditamos que antes de chegarmos ao ponto de ver os robôs trabalhando e gerando renda, e antes de atingirmos a Renda Básica Universal, teremos que enfrentar, especialmente em países em desenvolvimento, anos de empregos ou iniciativas mais tradicionais para gerar nossa própria renda e com isso sustentar nossas famílias.

Vai daí que decidimos coletar e organizar uma série de informações pertinentes a movimentos de carreira num único lugar, o livro Carreiras e FuturoComo construir ou mudar sua trajetória de Carreira.

Esse livro foi concebido com o propósito de auxiliar pessoas em busca de alternativas para abordar movimentos profissionais e pessoais com segurança e objetividade. Reúne informações úteis para quem está iniciando ou mudando de carreira, com dicas de autoconhecimento, finanças, opções de carreiras e de mercado, no futuro que se inicia amanhã.

Publicamos a versão online na Amazon, http://amzn.to/2k8wo7G, onde pode ser adquirido facilmente. Teremos também uma versão mínima em papel, editada pela Reality Books, cujo lançamento para convidados será no início de 2020.

Riscos: fracassos ou sucessos

Captura de Tela 2019-07-31 às 11.33.10Acredito que é impossível atingir o sucesso sem correr certos riscos. Seja na vida pessoal, seja na vida profissional, em algum momento você vai ter que apostar suas fichas em uma ou outra opção e torcer para que ela seja a certa.

Não vou, claro, recomendar que você corra riscos apenas para mostrar que é corajoso. Isso é bobagem infantil. Corra riscos quando eles forem necessários, mas tomando o cuidado de avaliá-los o melhor que puder antes de tomar qualquer atitude.

Captura de Tela 2019-07-31 às 11.59.41Se for capaz de desenvolver a habilidade de olhar uma situação e julgar objetivamente se vale a pena correr riscos, você terá muito maiores chances de vencer do que de fracassar. Logicamente, para adquirir essa capacidade você terá que ter o maior conhecimento possível das questões envolvidas no problema. Sabendo mais, seus esforços serão menos arriscados.

Captura de Tela 2019-07-31 às 11.34.19Tem que enfrentar um novo desafio? Estude ao máximo antes de ir em frente. Busque informações, fale com quem já passou pela experiência, calcule os prós e contras, defina se é capaz de lidar com a situação se ela sair do controle.

De qualquer maneira, mesmo aqueles riscos que o levam ao fracasso podem aproximá-lo de seus objetivos. Claro que dá trabalho transformar falhas em aprendizado de valor e, mais ainda, originar um plano para atingir um resultado melhor numa próxima vez. Entretanto, isso não é apenas possível, mas pode ser significativo para deixá-lo mais forte e sábio.

Captura de Tela 2019-07-31 às 11.45.56Sabe o que é mais importante? É você ser capaz de sair de uma situação de risco e fracasso aprendendo com ela. Lembre-se que mesmo um fracasso é fruto de um movimento e ainda é melhor sair-se mal em uma situação do que ficar paralisado, sem fazer nada.

Importante também é não medir sua capacidade e suas habilidades por um ou outro momento em que tomou a decisão errada e falhou. Hoje você pode ter se saído mal, amanhã será outro dia e você poderá usar a má experiência como uma alavanca para ir mais alto do que esperava.

Captura de Tela 2019-07-31 às 11.35.55Lembre-se, por último, que outras pessoas poderão ter passado pela mesma situação e poderão compartilhar suas experiências com você. Outras serão capazes até de ajudá-lo, então não acredite que deve fazer tudo sozinho, busque ajuda sem medo. A vida fica mais fácil com compartilhamento de ideias e de capacitação ou mesmo de um simples apoio ou escuta ativa.