Civilidade, palavra bonita mas que muita gente esquece o significado

A revista Veja dessa semana publicou uma matéria muito interessante sobre civilidade. Chamou de Pequeno Manual da Civilidade, elencou 10 pontos sobre os quais colheu manifestações de especialistas e apresentou exemplos de como as pessoas podem ser incivilizadas. Eu achei o máximo, especialmente porque travo uma guerra diária em busca da melhoria da convivência entre as pessoas. Aliás, quem leu meu livro “Alça de Silicone” sabe que a maior parte dele refere-se a dicas de comportamento social, coisa absolutamente necessária para quem pretende subir na vida profissional.

eticaetranspVoltando à reportagem da revista Veja, em resumo, ela afirma que as convenções sociais são necessárias para administrar conflitos e promover a boa convivência entre os seres humanos. Mais importante, afirma ainda que a melhoria dos nossos relacionamentos irá resultar em menos brigas e menos stress, melhorando até a saúde  física das pessoas. Essa conclusão é baseada na opinião de especialistas em ética, comportamento e controle dos monstros interiores.

Entretanto, o que mais me surpreendeu, porque até ontem nem imaginava que houvesse uma medida a respeito, foi que o professor Piero Massimo Forti, da Universidade Johns Hopkins, calculou o custo da falta de civilidade nos Estados Unidos: 30 bilhões de dólares. Acho que no Brasil, provavelmente os números devem ser semelhantes, se não forem maiores.

Honradez, Integridade, Boas Maneiras, Tolerância, Autocontrole, Civilidade (respeito pelos outros), Honestidade, Contenção Verbal, Capacidade de Pedir Desculpas e Decoro, são os dez pontos apontados por Veja para transformar relações conflituosas em relações cordiais, que diminuam as tensões, façam as pessoas mais tranquilas e felizes.

É uma matéria de 6 a 7 páginas, interessante para que as pessoas lembrem quem são, o que aprenderam e usem essa lembrança para serem melhores a cada dia.

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8 Comments

  1. Engraçado, não vejo quase ninguém praticando a cortesia hoje em dia.
    Me parece que estamos vivendo em tempos de guerra, onde qualquer mal entendido pode virar uma grande briga, que violência.
    Obrigada Carmo, por nos lembrar que podemos fazer a vida mais gostosa!
    Vc acha que se eu levar para o meu chefe idéias assim, ele vai me “ouvir”?
    Beijos!

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    1. Luciana

      Espero que seu chefe não apenas a ouça como até abra uma oportunidade para discutir o tema em alguma reunião de seu grupo. Você já imaginou como seria bom que cada grupo de pessoas que trabalham juntas usassem uns 10 minutos por semana buscando alternativas para melhorar a convivência entre si e entre todos? Em pouco tempo teríamos um mundo melhor.

      Beijos

      Carmo

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  2. Minha irmã.
    Maravilha, também travo esta guerra diariamente. Levo tanta porta na cara, ou sirvo de porteira o tempo todo, pois aqui em Santa Maria é muito raro alguem segurar a porta para vc passar, eu seguro e,quando me dou conta, possou a velhinha e um monte de marmanjos que aproveitam a minha boa vontade.
    Beijos.

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  3. Acho q o problema está na educação doméstica, esse aprendizado tem q vir de dentro de casa desde pequeno, depois q o cidadão ou cidadã está adulta é muito difícil mudar o comportamento, mas tbm faço minha parte, tento na medida do possível ser um arauto da paz.

    Abraços

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    1. Nadja

      Se cada um de nós fizer um pouquinho, certamente o resultado será significativo. Comecei a trabalhar com o assunto comportamento, iniciei esse blog, escrevi meu livro “Alça de Silicone”, tenho feito palestras, treinamentos e discussões para tentar mudar pessoas, melhorando sua competência social e sua relação com as comunidades das quais fazem parte. Quem sabe com demonstrações e exemplos, conseguimos transformar algumas pessoas?

      Abraços

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  4. Eu procuro praticar ao máximo as boas maneiras, gentileza e no entanto a reciprocidade é muuuuito rara! mas é da minha essência ser assim . Confesso que gostaria muito que as pessoas valorizassem as boas atitudes e praticassem!

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    1. Não desanime, Elvira, quem sabe se pessoas como você fizerem sempre isso, ensinarão a alguém… E aí já serão duas. É essa possibilidade que me ajuda a continuar. Abraços

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      1. Na verdade , se acreditamos nessas ações temos que ser fiéis a elas! Grande abraço!

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