Mulheres liderando – o preconceito ainda existe, não se engane

Quando uma mulher atinge um determinado ponto na carreira e apresenta-se o desafio de liderar uma equipe, surge o momento em que ela precisa parar um pouco e pensar no que vai enfrentar. É preciso ter consciência que a tarefa não é simples já que, além dos questionamentos normais a que um líder tem que responder, terá que enfrentar uma série de preconceitos arraigados nas pessoas, mesmo que elas não percebam.

Em primeiro lugar, é preciso enfrentar seu próprio preconceito, sua ideia errada de que precisa de alguém que a guie, que lhe mostre o caminho. Séculos de “proteção” masculina fazem com que seja difícil para qualquer uma de nós soltar as amarras e perceber que não existem limites ao crescimento pessoal e profissional. Acredite em você mesma e na sua capacidade técinca, gerencial e social.

Outro preconceito que pode estar enterrado na sua alma é que mulheres na liderança são solitárias. Não se deixe sabotar pela visão antiga de que para subir na carreira você terá que renunciar a ter uma família estruturada, filhos saudáveis, marido apaixonado. Você pode perfeitamente equilibrar vida pessoal e profissional e crescer simlutaneamente tanto numa quanto noutra.

Em seguida vem o preconceito e a falta de cooperação, principalmente das outras mulheres. Boa parte de nossas colegas de trabalho, que não são capazes de tentar a conquista de posições mais altas, têm dificuldade em aceitar a ousadia demonstrada por aquelas que não aceitam os limites estabelecidos pelo preconceito. Você vê milhares de vezes a secretária que cria dificuldades para você falar com o chefe dela, você vê a funcionária subalterna minando a autoridade e a imagem da chefe, você vê sua colega de posição ajudando um colega homem a atingir o patamar mais alto quando você é mais qualificada para o cargo. Não diga que nunca viu isso, porque eu tenho certeza de que você já viu.

Por último vem o preconceito masculino, a atitude paternalista que, com pequenos gestos tenta desqualificar sua capacidade de lidar com situações difíceis. É muitas vezes a pergunta sobre se você está nervosa quando não deveria estar, em outras é a “gentileza” de chamá-la de menina, ou conceder-lhe autorização de ir para casa mais cedo porque você tem que cuidar de seus filhos, sem você pedir. Outras vezes essa atitude preconceituosa se manifesta com comentários maldosos sobre sua aparência, sua beleza, sua sensualidade, seu bom humor.

Enfim, o preconceito é uma arma letal ao seu desenvolvimento e à conquista de posições de liderança. Ele deve ser tratado com cuidado, porque pode destruir uma carreira promissora. Cuide para livrar-se do seu em primeiro lugar, depois tente buscar a cooperação de colegas e subordinados fazendo-os ver que estão errados. Finalmente lide com o preconceito masculino, chamando a atenção quando uma atitude preconceituosa aparecer, mesmo que não seja contra você. Amanhã poderá ser…

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Autor: Maria do Carmo Marini

Sou otimista e alegre e acredito que o mundo tem potenciais inexplorados e fascinantes a serem descobertos. Tenho um filho maravilhoso e dois netos inteligentes e lindos. Considero a família – irmãos e irmãs – meu porto seguro. Sou curiosa e apaixonada pela vida, tenho interesse em aprender sempre, adoro gente inteligente e elegante. Amo estudar, saber de coisas novas sempre, adoro viajar, ler, encontrar os amigos para compartilhar boa comida e boa bebida. Busco sempre saber sobre o que acontece no mundo, me encanto com arte, moda e cinema. Estou sempre disposta a compartilhar experiências, conhecimentos e estórias. Sou Engenheira Elétrica, vivendo uma nova experiência profissional como Consultora de Carreira e venho trabalhando com Desenvolvimento de Pessoas nos últimos 10 anos. Tenho especialização em Comunicação Corporativa pela FGV, Coaching Pessoal e Profissional pelo IBC e pós graduação em Consultoria de Carreira pela FIA-USP. Sou parceira estratégica do Escritório de Carreiras da USP.

Uma consideração sobre “Mulheres liderando – o preconceito ainda existe, não se engane”

  1. Prezada, seu artigo Mulheres Liderando foi perfeito. Em poucas palavras expressou tudo com o que convivemos cotidianamente. Estou pensando em outros exemplos a citar, mas você esgotou todas as formas de expressões desse preconceito latente contra nós, mulheres executivas ou não. Tudo que você descreveu eu já presenciei ou fui alvo direto. O cumprimento de menina, mesmo aos 33 anos de idade, ainda escuto frequentemente. Com 8 livros publicados na área deassessoria político-legislativa, meus “coordenadores” ainda assim têm uma imensa dificuldade de aceitar que sim, eu sou a autora dos livros. E sim, respeito muito cada uma das funções de uma corporação, mas não, não sou secretária. Não, não vou ser encarregada de fazer ligações externas para os poderosos durante uma reunião da qual eu esteja participando. Não, não estou indo para a cama ou flertando com algum homem de meu trabalho para me lbeneficar…. O preconceito é tanto que muitas vezes simplesmente impedem a competência de uma mulher se manifestar ou ser anunciada.

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