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Mulheres e Poder

15/07/2015

Captura de Tela 2015-07-15 às 14.50.44Existem aqueles que dizem que falar de empoderamento de mulheres no mercado de trabalho é um assunto ultrapassado. Essas pessoas consideram que hoje não existem mais diferenças entre o poder dos homens e das mulheres dentro do mercado de trabalho e que levantar essa questão só reforça velhos preconceitos. No geral, acredito que quem pretende ignorar as diferenças ainda existentes são aquelas pessoas que não têm problemas com o poder, são poderosas o suficiente para ignorar e dar menos valor ao tema. Para essas pessoas, manter as coisas como estão é bastante confortável, então por que reconhecer que alguma coisa deve ser mudada?

Discutir o empoderamento das mulheres ainda é um assunto atual e relevante, o que é confirmado por inúmeros estudos sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho. Basta constatar a dificuldade de integração entre vida pessoal e vida profissional, o papel de homens e mulheres em relação aos cuidados com as famílias e a casa, as diferenças salariais entre os sexos, o número de homens e mulheres no comando de empresas e equipes.

Captura de Tela 2015-07-15 às 14.51.11Sem dúvida equilibrar o papel de homens e mulheres passa por inúmeras questões e as contribuições devem vir de todos – mulheres, homens, empresas, legislação – enfim, quem esteja envolvido na questão.

Precisamos começar pela educação das crianças. Desde a infância, as meninas são ensinadas que seu bem-estar e sucesso final depende agir de determinadas maneiras estereotipadas, tais como ser educado, de fala mansa e orientada para os relacionamentos. Ao longo de suas vidas, isso é reforçado através da mídia, da própria família e das muitas mensagens sociais que estão na propaganda, nos filmes, nas revistas e jornais.

A roupinha sempre cor de rosa que as mães compram para as filhas, a decoração do quarto com muitas florzinhas, as bonecas para treinar o papel de mãe, os aparelhos domésticos de brinquedo, as recomendações sobre não brigar, não falar alto, todas essas mensagens subliminares ainda são comuns. Na maioria dos casos não são contrabalançadas com bolas, jogos, roupas de outras cores, brinquedos onde as meninas podem exercer o poder. E, sempre que uma menina sai fora do padrão “docinho”, lá estão as mães, os pais, as tias, as primas tentando trazê-las para o padrão menininha.

Captura de Tela 2015-07-15 às 14.56.33Com toda essa carga, é de se esperar que as mulheres precisem de muito esforço para deixar de ser meninas e passarem a ser mulheres poderosas, sem limitações de gênero. Especialmente porque mulheres poderosas ainda assustam muitos homens e no nosso DNA ainda buscamos aquele parceiro capaz de produzir os melhores espécimes para a continuidade da raça ou apenas ser o amante ideal. Parece antigo? E é, mas isso está em nós. Se você olhar ao redor, vai ver muitas mulheres que abrem mão de carreira e até de personalidade para se sentirem amadas.

Captura de Tela 2015-07-15 às 14.53.50Existem milhares de pequenas atitudes que as mulheres assumem e que prejudicam seu caminho para o alto. Para começar, mulheres são muito críticas em relação a si mesmas e a outras mulheres. Elas têm dificuldade em valorizar o que fazem e assumir o crédito pelas vitórias. Mulheres tendem a ter dificuldade para demonstrar suas capacidades, muitas vezes hesitam em falar em reuniões, pedem desculpas quando emitem uma opinião contrária à da maioria e, principalmente, esquecem de investir em relacionamentos necessários para seu crescimento profissional.

Entretanto, o maior problema está em não assumir o próprio poder. Mulheres bem sucedidas tendem a falar sobre muitas coisas que as ajudaram na carreira. Falam até de sorte, por exemplo. Vi uma entrevista da Hilary Clinton na qual ela dizia ter chegado onde chegou porque teve sorte. Trabalhou duro, estudou muito, sacrificou momentos importantes da vida e diz que teve sorte?

Captura de Tela 2015-07-15 às 15.00.09É chegada a hora de as mulheres redefinirem o conceito, perceberem o próprio poder e então exercê-lo plenamente. Elas precisam reconhecer que a vida corporativa é um jogo no qual precisam lutar por medalhas e, principalmente, devem terem certeza de que são perfeitamente capazes de ganhá-las. Precisam também ser capazes de aceitar reconhecimento por seus méritos e compartilhar suas vitórias. Só assim serão capazes de corrigir distorções relacionadas a gênero que não fazem mais sentido em pleno século XXI.

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