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The Lobster, ou a incapacidade de ser único

17/11/2015

Outro dia, assisti ao filme The Lobster, dirigido por Yorgos Lanthimos, jovem cineasta grego com alguns importantes prêmios no currículo. É estrelado por Collin Farrel, Rachel Weisz e Lea Seydoux e mais alguns bons atores.
Captura de Tela 2015-11-17 às 08.57.38A história acontece num futuro imaginário e distópico, numa sociedade totalitária e opressiva. As pessoas que não concordam com as rígidas regras impostas pelos dirigentes – que não são mostrados – sofrem como consequência a perda da própria humanidade.
Captura de Tela 2015-11-17 às 08.56.21.pngClaro que existem rebeldes. Esses rebeldes buscam exatamente o contrário, mas o fazem repetindo o totalitarismo e autoritarismo, com regras tão rígidas como as da sociedade dita “normal”. Não existe uma busca de liberdade, apenas um avesso imposto com regras igualmente autoritárias.
Captura de Tela 2015-11-17 às 08.56.54Tempo opressivo, sem alternativa, onde todos devem seguir aquilo que alguns definiram como o melhor – assimilado no inconsciente coletivo. Tempo em que a vontade individual não existe. Em nenhum momento o ilme mostra quem dita as regras e isso é muito interessante, as pessoas apenas seguem-nas naturalmente.
Captura de Tela 2015-11-17 às 09.34.41.png

De uma certa maneira, obviamente muito exacerbada, esse filme é uma metáfora para a nossa forma de agir dentro dos grupos sociais dos quais participamos. É difícil reagir contra regras, mesmo que elas sejam absurdas, é mais difícil ainda ser único, flexível, criativo. Quem viu o Facebook, após os ataques na França e a tragédia de Minas Gerais, percebeu claramente como as cobranças são feitas de todos os lados

O filme é muito bom. O final traz a dúvida: conseguirá o mocinho romper com as regras, começar uma real revolução, quebrar paradigmas? Conseguirá libertar-se dessa necessidade de fazer parte de um rebanho? Eu, uma otimista eterna, acredito que sim.

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One Comment leave one →
  1. 18/11/2015 15:42

    Fiquei com muita vontade de ver, Maria do Carmo! Tenho me interessado e falado bastante sobre distopia.

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