As velhinhas

Vocês notaram como as velhinhas estão presentes no nosso dia-a-dia? Você vai no banco, lá estão elas passando na sua frente e, mesmo que você estaja apressado, desesperado para voltar ao escritório, engole a pressa, enche-se de paciência, algumas vezes até desiste. Elas, faceiras, loucas para conversar, perguntam bobagens para a atendente, contam histórias, demoram para achar alguma coisa na bolsa.

Na saída do escritório, você vai ao supermercado comprar alguma coisa fundamental para o seu jantar. Cansada, depois de um dia cheio de problemas, você não acredita mas lá está outra velhinha, contanto as moedinhas, fazendo um escarcéu porque a moça do caixa não tem uma moeda de um centavo para lhe dar de troco.

Você vai na famácia e lá está mais uma, com uma cesta cheia de produtos, fazendo contas para saber se tem dinheiro suficiente para pagar ou se os produtos são caros demais, ou sei lá o quê. Uma fila enorme se forma atrás da velhinha – porque ela sempre escolhe aquela hora de maior movimento, é a Lei de Murphy – e você é a última da fila. Depois de um tempão, você olha para trás e descobre que o último da fila já é outro, muito atrás de você. Enquanto isso, a velhinha está lá, discutindo com a moça do caixa a respeito do preço e da qualidade dos produtos.

É evidente que elas fazem isso porque provavelmente sentem-se sozinhas e querem mobilizar outras pessoas ao seu redor. Quando você  presta maior atenção, percebe que elas sorriem satisfeitas quando “furam” uma fila, curtem essa vitória sobre o resto da humanidade, talvez porque seja uma espécie de compensação pela perda da juventude, da atenção dos outros, da saúde, da paixão. Elas exercem esse direito sem consideração por ninguém, muitas vezes de doces avozinhas transformam-se em bruxas agressivas, maldosas até. É quase como uma vingança.

Isso me dá um medo danado de envelhecer, – talvez porque estou chegando cada vez mais perto – me apavora porque não quero fazer igual. Pensando bem, talvez nem elas queiram realmente agir dessa maneira, acho que mesmo as que se comportam assim, não têm a exata percepção de suas atitudes. Precisam que os mais jovens lhes deem atenção e as façam perceber que existem outras maneiras de ser interessantes e elegantes.

Quem sabe tem uma velhinha na sua família? Gaste um pouco de esforço e invista nela, crie oportunidades para ela se expressar, mostre coisas que possam interessá-la e explique como certas atitudes são desagradeaveis. Você estará contribuindo para o bem estar não só dessa pessoa, mas do resto da humanidade. É uma atitude “ambientalmente responsável” e chique.

Romance no escritório é bom mas tem suas regras

Romances no escritório acontecem em todas as empresas. Existem até teses a respeito, algumas avaliando muito positivamente esse tipo de situacão. Entretanto, para você que está protagonizando uma dessas histórias, é importante saber como se lidar com a situação e como comportar-se nessas circunstâncias. Caso você inicie um namoro com alguém da empresa, seja discreto, mas não esconda o fato. Entretanto, evite apelidinhos melosos tais como fofa, lindinho, neném, gatinha, etc. Cuidado com bilhetinhos e e-mails amorosos, pois podem cair em mãos estranhas e serem usados contra você. Deixe beijos, abraços e outras manifestações físicas de carinho para depois do expediente. Tenha cuidado para que suas demosntrações de amor não deixem seus colegas constrangidos.

Se seu novo amor for seu ou sua chefe e vocês dois não tiverem compromisso com ninguém mais, sejam felizes! Mas, é melhor que um de vocês peça transferência de departamento, pois o romance pode comprometer o trabalho, criar confusões e queixas de seus colegas contra você e contra ele. Seja como for, vai prejudicar a carreira de um ou do outro. Você ou ele/ela vai ter que fazer essa escolha, seja para preservar você mesma ou ele/ela.

Mesmo que você seja uma gata ou um gato e seu/sua chefe esteja disposto a ajudar na sua subida em razão do namoro ou coisa que o valha, atenção: não deixe de cuidar de seu lado profissional, pois se  o namoro terminar, você estará sozinho enfrentando uma matilha furiosa de lobos. Isso porque namorar o chefe, em si, já cria muitos inimigos. Se ela ou ela forem casados e o romance for “clandestino” então nem se fala. Todo mundo vai tentar agradar você enquanto o romance durar, querendo usar sua influência para detonar os desafetos. Mas certamente, estarão dizendo pelas suas costas que você só chegou aonde chegou em razão do romance e não por qualquer mérito que tenha. Aí, quando o romance chegar ao fim e você estiver lá no fundo do poço, com o coração partido e a moral abaixo da sola do sapato, TODOS vão dizer: Bem feito! E se você não se preocupou em mostrar sua capacidade e eficiência antes,  sofrerá, agora, as penas do inferno. Portanto, se você decidiu que vai ter uma carreira profissional bem sucedida, invista em conhecimento e eficiência sempre.

Há também a versão contrária, que é muito comum entre as mulheres: namorar  o chefe e transformar-se em uma escrava exausta e mal remunerada. Acredite, eu já vi isso acontecer mais de uma vez. Algumas mulheres, quando apaixonadas pelo chefe, trabalham muito mais que os outros funcionários, pois essa é uma maneira de estar mais tempo com o objeto do seu amor. Cuidado! Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, alguns chefes usam essa paixão para ter, à disposição, uma subordinada com dedicação acima da média, e, assim,  abusam dessa disponibilidade passando mais tarefas, buscando apoio psicológico gratuito ou até mesmo ajuda para enfrentar as  intrigas internas da empresa.

Pense muito bem se não é esse o seu caso, pois você corre o risco de, na hora da promoção ou do mérito, ser deixada de lado e ainda ter de ouvir do seu ídolo:  “seus colegas vão achar que estou privilegiando você porque temos um caso…”. E você cansada, cercada de inimigos, ainda terá de  aturar sua colega, não tão eficiente quanto você, contando feliz, a todos, sobre o aumento de salário ou a promoção que recebeu. Ninguém merece, não?

Bem, se você está apaixonado, aproveite, seja feliz mas sem descuidar do crescimento de sua carreira. Espero que esse romance se transforme numa vida inteira em comum.

Que tal falar de cheiros?

Tem coisa mais gostosa do que aproximar-se de alguém e sentir aquele cheiro maravilhoso de um bom perfume? Parar ao lado de uma mulher e sentir o aroma agradável do seu cabelo limpinho? Ela não dá a impressão de ser mais bonita ainda , mesmo que nem seja tanto? E, quem sabe, cumprimentar um homem com um abraço e deixar-se envolver pelo cheiro de banho recém tomado ou de uma loção de barba bem máscula?

Eu adoro cheiros, adoro gente cheirosa. E não acredito em quem diz que não liga. Ponha um trabalhador braçal bem fedido de suor numa sala fechada ao lado de quem diz que não liga para ver se é assim mesmo. Ou peça para essa pessoa ficar conversando mais do que três minutos com um sem teto que não toma banho há meses? Você vai ver que liga e muito.

Entretanto, se por um lado cheiros bons são deliciosos, por outro tem alguns que são muito desagradáveis. Nojentos mesmo. Não falo apenas dos cheiros tradicionalmente ruins, como aqueles de gente que não toma banho e não usa desodorante apesar de precisar muito.

Falo daqueles aparentemente mais sutis mas, mesmo assim, horrorosos. Falo do cheiro  que fica nas roupas guardadas sem lavar. É um cheiro que se destaca, mesmo em um grupo com variações inúmeras, agride narizes mais sensíveis e dá a exata falta de elegância de quem o exala. É o cheiro da mistura de suor, gordura da pele e perfume, que fica impregnado se a roupa é guardada com essa mistura. Ela se entranha no tecido e fica evidente na próxima vez que for usada. É muito ruim, muito pior que o cheiro de suor na hora em que é produzido.

Então, se você não quer lavar sua roupa cada vez que usa (afinal, muitas lavagens podem até estragá-la), pelo menos deixe-a tomando ar durante uns dois dias, até o cheiro sair. E, se não sair, tenha dó, lave mesmo.

Gente chique cheira bem, faz-se anunciar por uma onda perfumada agradável, mesmo que não seja de um perfume carésimo, seja apenas de sabonete e shampoo. Cheire gostoso menina (ou menino…) que estar com você dará mais prazer a todos.

Fila, lugar de tantas descortesias…

nafilaFicar numa fila é um saco. Para mim, para você, para todo o mundo. Então, não vamos tornar as coisas piores do que elas já são. Alerta vermelho para quem fura fila, leva a avózinha no supermercado para usar o privilégio dos velhinhos, pede para passar na frente porque “só tenho um pacotinho”, vai conversar com um amigo que está lá na no início da fila e “esquece” de voltar para o fim. Deixe disso, minha cara e proteste quando vir alguém fazendo isso. Se cada um fizer um pouquinho, o mundo vai ficar melhor para todos.

Imagem de http://farm1.static.flickr.com/24/88907542_ad3c8eb4f9.jpg

O detalhe que pode destruir um visual maravilhoso

Hoje fui ao sapateiro no Shopping Iguatemi e ao meu lado estava uma moça que chamou minha atenção. Tudo estava bárbaro numa primeira olhada. Cabelo bem cortado e penteado, maquiagem discreta e leve, um vestido muito bacana, com um print meio bicho, em cinza e preto, num crepe de seda muito chique. Um casaco preto por cima, porque estava frio, e uma meia grossa também em preto. Muito, muito legal. Mas o sapato destruiu tudo. Um sapato cinza, bico fino, meio detonado, aberto atrás, tudo o que não podia acontecer. Se ela usasse uma ankle boot preta, um oxford ou apenas um sapato fechado estaria perfeita, moderna, sofisticada. Pena, mas isso é que acontece quando você se preocupa mais em combinar um detalhe apenas (cores, como é o caso) em vez de pensar no conjunto. Tenho certeza de que a moça tem um sapato preto, pena que não usou.

Bem vindos

Esse blog é um espaço para troca de idéias sobre comportamento e estilo com a intenção de atingir pessoas interessadas em melhorar sua imagem. Gostaria de compartilhar com vocês minhas experiências e espero que vocês também o façam e que o resultado seja uma vida mais fácil e mais bonita.
Em outubro lançarei meu livro “Alça de Silicone” onde reuni uma série de dicas de comportamento estilo para mulheres em busca de sucesso profissional. Em breve vocês receberão o convite e espero contar com todos.
Enquanto isso, vamos trocando idéias e confidências.

Maria do Carmo Marini