Auto sabotagem de novo? Vamos parar com isso?

Confetes e News, Desenvolvimento de Pessoas

Acho que esse é um dos maiores pecados que podemos cometer, tanto em se tratando de carreira quanto do dia a dia. E é tão fácil! Criamos barreiras que na verdade não existem a não ser em nossa imaginação e ficamos paralisados sem saber como continuar. Deixando de lado razões psicológicas e traumas infantis, dá para perceber que fazemos isso sempre que não acreditamos nos nossos merecimentos, tentamos nos punir por coisas que nem temos consciência ou buscamos desculpas para a falta de foco e a procrastinação.

Começamos por criar expectativas irrealistas. – Ah, quero jogar tênis igual ao Nadal! – Vou ser uma modelo famosa como o Gisele! – Serei bilionário em cinco anos! Seria bom, né? No entanto, quando a expectativa não se realiza, simplesmente porque não é realizável, o que temos são os desapontamentos, a perda da auto confiança, o esquecimento das nossas qualidades e capacidades.

Vou lhe contar alguns aprendizados que andei encontrando nas minhas pesquisas. Eles poderão ajudar a quem quer deixar a auto sabotagem para trás.

A primeira coisa que podemos fazer para parar com esse comportamento destrutivo deve ser aceitar os fracassos como coisas naturais, mesmo que não sejam passíveis de palmas. Deixando de mergulhar na culpa, você achará coragem para levantar a cabeça e prosseguir. Fingir que a falta não é sua, só vai trazer mais problemas. Aceite, reconheça que errou, peça desculpas se achar necessário, e vá correndo consertar. Aprenda ainda como evitar que a situação se repita. Fácil? Claro que não, onde deixamos nosso amiguinho Ego, esse sujeito que nos cobra mais do que as pessoas da nossa vida?

Não se deixe dominar pelo pensamento de que tudo tem que ser perfeito. Nem sempre é possível chegar num resultado que não deixe brechas para melhoras. Se você correr atrás da perfeição no lugar de fazer o seu melhor, sempre sairá frustrado. Mesmo sabendo que o produto de seu esforço possa não ser perfeito, dedique toda a sua atenção ao trabalho pelo qual foi responsabilizado. Peça ajuda, se precisar, alguém que possa levá-lo um passo adiante. Muitas vezes, com um pequeno palpite de uma pessoa não diretamente envolvida no problema, poderá evitar horas de tentativas frustradas que você gastaria para encontrar a melhor solução.

Sei que quando estamos com dúvidas sobre como lidar com um trabalho ou um problema, é mais fácil deixar para amanhã. Você pode dizer a si mesmo que amanhã estará menos cansado, que trabalha melhor pela manhã, que hoje está com dor de cabeça. Enfim, desculpas certamente não faltarão. Procrastinação, todavia, é seu pior inimigo. E nem estou me restringindo apenas a situações de trabalho. Você pode fazer isso com problemas pessoais e familiares, esteja atento.

Deixe de se enganar, contando a si mesmo a falácia de que não tem tempo agora, terá mais tarde, noutro dia, noutro mês, noutro ano. Essa mentira é comum para adiar algo que, no fundo, você não quer fazer, seja pela razão que for. Quando uma situação dessas surgir e você não tiver escolha senão fazer a tarefa, seja objetivo. Marque data e horário para o término do trabalho. E cumpra! Não se deixe distrair ou perder o foco.

Ao afrontar uma incumbência aparentemente muito difícil, não pense que vai falhar antes de iniciar. Demita a insegurança, acredite na sua capacidade e vá em frente com confiança. Se tropeçar, peça ajuda. Insisto nisso porque muitas vezes as pessoas consideram pedir ajuda uma espécie de fraqueza. Aprenda que não é, pedir que alguém lhe dê apoio em situações complicadas mostra sua preocupação em fazer o melhor, além de dizer ao seu colega que confia nele. Claro que é bom retribuir sempre que possível.

Deixei para o final uma coisa que tem a ver com as pessoas da minha idade, a crença de ser muito velho para determinada atividade. Bobagem, deixe o ageísmo para os imbecis, preconceituosos e superficiais, que julgam as pessoas pela aparência. Os “velhos” deixaram de ser velhos há muito tempo. Agora são atletas, músicos, escritores, poetas, criadores, motoqueiros, ginastas, nadadores e até modelos. Existem centenas de exemplos de pessoas entre 60 e 100 anos que estão recebendo prêmios em atividades que antes eram consideradas exclusividade dos muito jovens. Inspire-se nelas, se você é um cara maduro.

Concorda que dá para fazer tudo isso? Vale a pena, posso afirmar. Novidades sempre trazem recomeços interessantes para todos nós.

Fotos: Dylann Hendricks e Alysha Rosly (em Unsplash) e Google

Xô, Discriminação por gênero

Alerta Vermelho, Confetes e News

Nos tempos que estamos vivendo, discriminação por gênero é um termo que deveria ter sido apagado da nossa fala. No entanto, ainda existe e, mesmo as mulheres, nem sempre estão cientes de seus preconceitos invisíveis (ou até visíveis) contra outras. Sei lá, inveja, vontade de ser igual, até simples antipatia podem ser os geradores em colegas do sexo feminino. Talvez a herança atávica que, mesmo não fazendo mais sentido, ainda trazemos, competindo pelo melhor ser masculino. O preconceito dos homens é mais fácil de identificar e tem a ver com anos de educação machista.

Vai daí, decidi perguntar: o que podemos fazer para mudar essa realidade meio escondida?

Estudei um pouco e, simplificando, tenho algumas dicas de especialistas para dividir com vocês. (*)

Dê uma olhada no que pode fazer imediatamente por você, mesmo sem entrar em um movimento feminista radical.

Antes de mais nada, ignore, finja que não vê. Isso não significa que você vai deixar de acreditar que existe. Mostre-se com autoridade, não se acanhe. Logicamente, sozinha e em um instante você não conseguirá apagar anos e anos de comportamento viciado, mas poderá iniciar um movimento seu, que a ajudará a consolidar uma imagem forte.

Enquanto isso…

Reforce sua presença, começando por ocupar o espaço físico devido, sem andar curvada, encolhida ou tentando minimizar-se. Use a respiração para acertar sua postura e para apoiar sua voz. Cabeça erguida e voz segura mudam a maneira que os outros enxergam você.

Fique calma, mesmo que a situação seja desagradável demais. Aprenda a manter a serenidade, fazendo exercícios de controle da respiração em casa duas, três vezes ao dia. E, não esqueça, faça pelo menos um antes de apresentações importantes.

Com o tempo, você será reconhecida como uma figura de autoridade no que faz, seus colegas irão ouvi-la e respeitá-la muito mais e sua autoconfiança vai crescer e você lidará cada vez melhor com o preconceito.

Lembre-se sempre que modéstia é um pecado, não uma virtude, como foi ensinado pela religião e pelos bons costumes. A primeira pessoa que deve respeitar e acreditar em você é você mesma.

E volte aqui pois trarei outras informações que poderão fazer sua vida mais fácil.


(*) Inspirada por Megan Hamilton, especialista em oratória, visibilidade e confiança em Kingston, Ontário. Ela é uma atriz com formação clássica e também uma musicista profissional com cinco gravações, tendo feito turnês pelo Canadá e os EUA.

Fotos copiadas do Google.

Olha só o cotovelo… virou star

Confetes e News, Jogando Conversa Fora

É a reunião anual das partes do corpo. Todos estão muito excitados. No geral, essas reuniões servem para contar vantagens, falar de algum desempenho excepcional ou mesmo reclamar das novas doenças que atingem cada órgão todos os anos. De qualquer maneira, mesmo em anos mais difíceis, são ótimos encontros, divertidos, cheios de música e flores. Quem sempre se alegra mais do que todos é o cérebro, pois tudo passa por ele antes de chegar aos outros.

Esse ano a reunião tem uma atração a mais, o Engenheiro Criador, uma espécie de Stan Lee do corpo humano. Ele vem, quase sempre em intervalos de 10 anos, para conversar com todos, contar as inovações que está pretendendo, ouvir sugestões de como melhorar o projeto e até atende a uma ou outra demanda.

A cada visita o Criador escolhe, entre todos os pedidos, somente um para atender ou mesmo nem atende a qualquer um. Esse ano não será diferente. Na última vez que veio, quem reclamou foi o cabelo, porque estava perdendo força e caindo muito em muitos casos. O EC prometeu a ele que alguns remédios, recentemente inventados pelos usuários, iriam melhorar esse problema, mas o cabelo acha que houve muito pouco progresso e está meio descontente.

Todos estão excitados, esperando a vez de apresentar suas reivindicações, com a possibilidade de ter seus desejos realizados. O cérebro, como sempre, vai pedir mais capacidade. O coração, sem dúvida virá com aquela lenta-lenga de sempre, falando que como os humanos acreditam que ele é responsável pelo amor, deveria ser capaz de realmente se apaixonar sempre.

A mão esquerda, ah, essa é uma eterna chata, vai reclamar que a direita é privilegiada, mais capaz de produzir. Como em outras ocasiões, o EC vai responder que, em alguns casos, mudou essa realidade, fez muitos canhotos. Entretanto, não pode mudar tudo, porque esse modelo vem funcionando desde sempre e ele não quer fazer mudanças radicais, por enquanto.

Claro, tem órgãos menos salientes, que quase nunca se manifestam, achando que seu papel não é tão importante assim para o funcionamento do corpo. É o caso do pâncreas, por exemplo, que descobriu, a partir de 1921, que, se der problemas, pode ser retirado e substituído por injeções ou bombas de insulina. Há muito tempo ninguém ouve uma palavra do pâncreas quando é a hora de falar com o Engenheiro.

O apêndice é mais um que fica silencioso num canto, pois seu papel na defesa do intestino é bem fraco e, se por acaso ele infecciona, precisa ser retirado com urgência, para não se tornar um problema realmente sério. E o intestino fica bem sem ele.

Todos sabem, sem dúvida, que existem outros que podem não ser imprescindíveis, pois se forem perdidos poderão ser substituídos por próteses ou reeducação. Uma perna, por exemplo, ou um olho, dentes, e todos os outros que estão aí para completar o conjunto, facilitando sua ação em harmonia.

O Engenheiro Criador chega no seu super carro, que circula entre nuvens, usando um combustível conhecido só por ele e brilhando ao sol. Senta-se na cadeira preparada para ele, uma cadeira simples, porque ele gosta de simplicidade. Ao fundo ouve-se o Bolero de Ravel, que ele adora, uma música com um único movimento que se repete, variando apenas de acordo com a forma que o arranjo é organizado. É o exemplo que ele cita para explicar como a simplicidade pode ter uma grande sofisticação.

A fila se forma e ele, pacientemente, ouve os que se apresentam, alguma apenas para saudá-lo, puxar os saco, sabe como é? Registra os pedidos com um olhar num moleskine de capa verde para lembrar-se sempre que desejar. Alguns pedintes se repetem sempre, e trazem os mesmos pedidos bobos. Ainda bem que a música o distrai, pois aparentemente hoje ele está meio sem paciência.

Eis que o fim da fila se aproxima e, quem vem lá? O cotovelo! O EC estranha, pois não lembra de ter atendido nenhum pedido do cotovelo nos últimos tempos. O cotovelo se aproxima e diz em voz não muito alta: “Senhor, gostaria de fazer uma observação e um pedido.”

Incentivado pelo EC, o cotovelo continua, desta vez em voz mais firme: “Creio que o senhor se dá conta que não sou um dos pedintes habituais, mas gostaria de chamar sua atenção para o fato de que os usuários do conjunto corpo mal se dão conta da minha existência.”

O Engenheiro ficou pensativo e falou: “Mas você tem um papel importante no conjunto. O braço se movimenta no seu eixo, sem você isso seria impossível. Como pode ser assim?”.

O cotovelo, com um leve sorriso irônico acrescentou: “Eu sei, mas eles não percebem. Só lembram de mim quando se machucam. Ou quando a pele que me cobre fica muito seca, aí vão atrás de cremes para me deixar suave. Ou quando me batem num canto de mesa e xingam, culpando a sogra por um pequeno choque com que eu os presenteio para que se lembrem de mim. A sogra, puxa! É muita humilhação.”

Foi aí que o EC falou: “Muito bem. Esse ano vou atender a sua demanda, cotovelo. O que você quer?”. O cotovelo, então disse: “Quero ser por um tempo um protagonista. Quero ser lembrado por todos. Quero aparecer na televisão do mundo inteiro.” O EC perguntou se isso era realmente o que ele queria, pois para atendê-lo teria que sacrificar muitos humanos. Como o requerente confirmou o que desejava, ele prometeu que atenderia.

Então, foi embora e criou… o COVID!

Agora, vemos em todos os lugares, as pessoas se cumprimentado com o cotovelo. Desde os mais simples até os dirigentes de países importantes, todos deixaram as mãos quietas, sem os tradicionais apertos, os abraços sumiram, os beijos nem se fala e, além de esconderem os rostos, cumprimentam-se, meio embaraçados, com os cotovelos.

E o cotovelo, vendo isso, derrama lágrimas de remorso, pois descobriu que seu desejo foi atendido em prejuízo de todos os usuários do conjunto corpo, pois eles estão ficando doentes e até morrendo.

Tudo o que ele quer é voltar para seu canto e apagar o pedido, mas não tem como. Enviou emails para outros órgãos pedindo ajuda, suplicando que eles reajam, não deixem a doença destruir mais. Conseguiu que um esforço concentrado seja feito mas, mesmo assim, ainda não chegou ao ponto de reverter o processo. Os pulmões são os mais afetados e lutam bravamente, mas muitos não são fortes o bastante.

O cotovelo quer esconder-se dentro de mangas bem escuras, mesmo nos dias mais quentes. Entretanto, a única coisa que ele pode fazer é aguardar ansioso por um remédio que dê fim a esse pesadelo. Como todos nós.

Nota: todas as fotos foram buscadas no Google, desculpem por não informar os autores.

Outro pouco do meu Eu – parte II

Confetes e News

Lembra que falei que iria mostrar a segunda parte da entrevista para o grupo GAS? Pois aqui está ela. Falar para meus conterrâneos foi um verdadeiro prazer. Minha cidade ainda mora no meu coração, num lugarzinho especial. Santa Maria é uma cidade média do Rio Grande do Sul, no meio do estado, razão pela qual é conhecida também como “Coração do Rio Grande”.

Em 2020 quase atingiu os 300 mil habitantes. É uma cidade fundada no século XVIII, mas tem dentro de seus limites diversos sítios arqueológicos. É limitada por morros – colinas não muito altas, também conhecidas como serras -, o que lhe rendeu o nome de Santa Maria da Boca do Monte durante muitos anos. É a entrada do pampa gaúcho que se prolonga para Argentina e Uruguai.

É uma cidade movimentada, com muitos estudantes vindos de todo o Estado e até mesmo de outros lugares do Brasil. E, aqui estou eu novamente, falando para alguns dos atuais moradores, contando minha história desde que a deixei.

Acima, as duas casas em que minha família morava, avós, tios, pais, filhos. Sempre fomos muito unidos e aqueles de nós que ainda estão por aqui continuam honrando essa união.

Agora, a entrevista.

Obrigada, mais uma vez a quem me deu a oportunidade, Anne Forgiarini, e ao meu entrevistador, Leonardo Forgiarini Guedes.

Um pouco do meu Eu – entrevista para o GAS

Confetes e News

Sou nascida e criada em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, Santa Maria. Vivi lá até os 22 anos, quando terminei a faculdade de Engenharia e fui para São Paulo, em busca de oportunidades e desafios que me fizessem crescer como pessoa e profissional.

Mais de quarenta anos depois que saí da terrinha, recebi um convite para falar para um grupo da cidade – o grupo GAS – e me senti feliz e emocionada. Afinal, compartilhar minha história com alguns conterrâneos me pareceu uma maneira de contar do meu orgulho e da minha gratidão a essa comunidade que contribuiu tanto para me fazer quem sou.

O grupo GAS é uma associação de pessoas ligadas à administração pública da cidade, criado pela Secretaria de Educação da Prefeitura do Município. Eles compartilham informações, histórias e conhecimentos utilizando o WhatsApp, o que está perfeitamente de acordo com os tempos que vivemos e viveremos num futuro próximo.

A primeira parte da entrevista tratou de minhas escolhas e minha vida na cidade. Quem quiser saber um pouquinho sobre de onde vim e do que me fez ser quem sou, veja o vídeo, que está no link abaixo:

Na segunda parte – próximo capítulo – falarei um pouco mais dessa cidade maravilhosa em que desfrutei de anos felizes e proveitosos e na qual sempre tenho prazer de estar.

Obrigada, Anne Forgiarini, por me abrir essa possibilidade e obrigada, Leonardo Forgiarini Guedes, por ser meu anfitrião.

De olho numa promoção?

Carreiras - Construção e Transição, Confetes e News, Desenvolvimento de Pessoas

Estou compartilhando um resumo de cinco dicas de Alyson Garrido, coach de carreira americana, pois concordo e achei bom mostrar para mais pessoas. Veja abaixo, espero que ajude se você estiver buscando uma promoção.

Seja visível

Auxilie seus colegas sempre que puder

Colabore com os projetos dos outros

Participe de grupos de trabalho

Almoce com seus colegas em vez de comer na sua mesa

Use caminhos diferentes quando sair do banheiro e diga olá para colegas que encontrar no trajeto

Esteja presente em eventos corporativos não obrigatórios

Largue tudo

Quando disser a alguém que tem tempo para conversar, ajudar ou responder a alguma pergunta, largue e concentre sua atenção no outro

O telefone, o computador, os relatórios, tudo pode esperar para que você escute ativamente o outro

Leve em conta a maneira com que faz os outros se sentirem ao se aproximar de você

Você não precisa estar sempre disponível, mas quando diz estar, esteja totalmente

Seja pessoal

Saia do papel profissional e compartilhe alguma informação pessoal

Mostre que se importa, perguntando sobre família, férias, hobbies

Cuidado para não parecer intrometido, faça tudo com moderação

Use informações pessoais de seus colegas para construir camaradagem e confiança

Conquiste aliados

Escolha envolver-se naqueles projetos extras que poderão lhe trazer habilidades úteis aos seus planos de crescimento

Se estiver buscando um papel de liderança, seja mentor de colegas mais jovens, eles poderão falar de suas qualidades

Se quiser mudar de esquipe, veja se pode apoiar essa equipe, mostrando suas habilidades transferíveis

Seja seletivo na sua generosidade para ter certeza de que não está se espalhando demais

Não precisa correr

Essas ações não exigem que você corra

Quando você se move muito rápido, a possibilidade de cometer um erro aumenta muito

Reserve tempo para ler emails com mais cuidado

Não precisa responder todas as menagens imediatamente, pense bem na resposta

Seja realista ao estabelecer os prazos de entrega de seu trabalho para evitar expectativas irrealistas

Crie espaços para respirar

Espero que essas dicas sejam úteis. Use sempre que puder, pois poderão fazer a diferença entre você chegar aonde quer ou ficar no meio do caminho.

Como ficamos?

Confetes e News, Jogando Conversa Fora

Meses de isolamento, máscaras e poucas interações com muitas pessoas que nos trazem normalmente muito prazer, têm produzido mudanças em todos nós. Apesar de estarmos aprendendo muito sobre relacionamentos através dos telefones e computadores e sobre trabalho à distância, a despeito de estarmos discutindo o mundo fascinante que emergirá desse ano abominável, os sinais que herdaremos física e emocionalmente são visíveis.

Hoje fiz uma selfie, usando conselhos de minha irmã, que sabe muito mais do que eu, e me deu algumas aulas. Confirmei algo que já tinha notado quando dei uma entrevista há alguns dias atrás: envelheci vários anos em 2020. Meu olhar voltou a ser triste, mesmo que eu esteja feliz, curtindo o simples dia-a-dia com meu marido e observando Roma pela janela. Com todos os bons momentos que tenho vivido, as notícias dos jornais me trazem insegurança e medo do futuro. A ignorância e a disputa política em torno do vírus, me faz cada dia ficar mais triste e preocupada.

Vacinas estão sendo anunciadas para o início de 2021. Pessoas corajosas e benevolentes estão aceitando ser cobaias, mas nenhum laboratório quer ser responsabilizado por aquilo que não der certo. Claro que, mesmo que as vacinas sejam ainda duvidosas, as pessoas irão buscar. Ninguém aguenta mais essa situação. Muitos decidiram enfrentar o vírus sem pensar que podem infectar outros menos resistentes. Eu não condeno ninguém pois sou capaz de entender o desespero das pessoas.

A Europa está de joelhos, tentando achar uma maneira de diminuir esse segundo momento do vírus. Lockdowns, estado de emergência, cores para as regiões determinando as medidas que devem ser adotadas, cidades fechadas, apelos para as pessoas ficarem o maior tempo possível em casa, nada disso tem resolvido. Não tenho notícias da Ásia e da África, nem imagino o que possa estar acontecendo.

Estou pedindo ao verão que proteja o Brasil, pois nem sou capaz de conjecturar sobre um repique da doença na força que parece ser sua característica. Sem dúvida, poderá destruir o que resta de meu amado país. Hoje fiquei sabendo que aí o vírus está aumentando nas classes A e B, graças a festas e encontros. Essas pessoas tem acesso a bons serviços de saúde, mas representam o potencial de infectar pessoas de classes mais frágeis em relação à disponibilidade da saúde pública. Assustador!

O que vai acontecer quando tirarmos as máscaras? Essa é uma pergunta que me faço todo dia. Agora, fomos reduzidos a falar, mostrar o que sentimos, sofrer ou estar felizes, apenas com os olhos. outro dia caí na rua e fui auxiliada por um par de olhos generosos, mas se os encontrar outra vez na rua não serei capaz de reconhecer. Não sabemos mais quem somos e quem são os outros.

Quando eu vi essa foto, uma noiva e suas damas de honra usando máscaras, quase chorei. As máscaras são lindas, bordadas, combinando com o vestido da noiva, mas mesmo assim, escondem sorrisos e emoções. Um momento especial desses sem rosto?

A tristeza de meus olhos tem razão de ser, afinal.

Fotos arquivo pessoal, Unsplash (Ashkan Forouzani) e Facebook

Atire a primeira pedra…

Confetes e News, Jogando Conversa Fora

Atualmente, a perplexidade tem dominado meus pensamentos mas, mais do que tudo, o momento tem iluminado verdades conhecidas, mas ignoradas durante muito tempo. Somente nos últimos dias me dei conta de como posso – e outros também podem – ser hipócrita sem perceber e sem trazer sentimentos de arrependimento ou constrangimento. Sou naturalmente gentil, o que me leva muitas vezes a usar de uma certa falsidade para manter essa característica.

Hipocrisia ou gentileza? Onde está o limite entre ser gentil e ser hipócrita? Sou só eu, ou vocês também têm que lidar com esse questionamento.

Você nunca teve aquele momento em que chamou de linda uma amiga, apenas para que ela se sentisse melhor, mesmo sabendo que ela é feinha? Você não “mente” quando come alguma coisa que detesta, apenas porque alguém cozinhou para você?

Essas situações são frequentes no dia-a-dia e mostram nosso lado menos honesto ou autêntico… Ou apenas bem educado e gentil?

Já passei por muitos momentos desse tipo. Nunca esqueço de uma festa de aniversário de uma menina que era colega do meu filho na escola (eles tinham uns 5 anos), e a única comida servida era sarapatel. Foi uma das coisas mais horríveis que eu já comi, mas quando a dona da festa me perguntou sorridente se eu tinha gostado, eu disse sim, apenas para não ser desagradável com ela. Tenho dezenas de exemplos semelhantes a esse e você possivelmente também tem.

Circunstâncias como as descritas acima têm se repetido constantemente, especialmente nesse tempo de isolamento social. Nossas relações estão passando por modificações sobre as quais não temos controle, então a “hipocrisia do bem” se torna uma alternativa para não apenas fazer uma ou outra cortesia, mas também para esconder algumas verdades sobre nós mesmos.

Num tempo em que nossos referenciais éticos e morais estão sendo questionados, em que a liberdade de uns pode ofender outros sem consequências, em que nossas crenças vêm sendo derrubadas pelo politicamente correto, como não agir com menos autenticidade? Muitas vezes, sentimos até vergonha de não concordar com a maioria, temos medo de parecer retrógrados, preconceituosos. É mais que hipocrisia do bem, é hipocrisia de aceitação, a obrigatoriedade de pensar igual à ideia predominante para fazer parte da tribo que admiramos. Esse tipo de comportamento tem feito muitas vítimas.

A “hipocrisia do bem ou da aceitação”, muitas vezes vem nos ajudar nas trocas, no amor, na amizade, nas relações sociais e de trabalho. É possível que realmente acreditemos nisso ou essa é apenas uma desculpa para atitudes menos nobres de nossa parte?

No meu caso, o que me leva a agir assim? O que me faz ser hipócrita, com a pretensão de ser gentil? Será um sentimento de superioridade, que me faz acreditar que minha opinião pode ser importante para outras pessoas? Agradar aos outros me faz sentir melhor? Sem dúvida ambos conceitos podem ser verdadeiros e isso não me faz uma pessoa melhor, mas me faz uma pessoa pior. Não quero ser essa pessoa pior e, mesmo que eu ache uma explicação lógica – e até generosa – para minhas atitudes, sempre ficarei em dúvida.

Minhas verdades podem ser disfarçadas, sem com isso me transformar em mentirosa e falsa, má, desonesta ou desleal. Ou não? É meramente uma forma de me enfeitar para as pessoas que amo e admiro? Ou de fingir que sou melhor? quem sabe devo apenas ficar quieta?

Gentileza é fundamental em uma civilização, onde vivemos juntos, em comunidades ampliadas pela tecnologia e pelos muitos meios de comunicação pessoal. É duro quando devemos escolher entre sermos gentis de verdade ou sermos hipócritas mesmo.

Atire a primeira pedra quem nunca…

Fotos: unsplash e google

E essa tal felicidade?

Confetes e News, Desenvolvimento de Pessoas, Jogando Conversa Fora

“A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior”. Li isso na Wikipedia, que tem sido minha companheira constante para estudos variados nos momentos em que fico em casa.

Nesse tempos obscuros, é bom dar uma olhada nos aspectos brilhantes da vida, no amor, na saúde e… no que nos faz felizes.  Vai daí, pensei com meus botões: que tal falar um pouco sobre esse tema tão importante para a vida e as carreiras das pessoas? E essa tal felicidade? Onde encontramos?

Então, sente na sua poltrona favorita e me acompanhe. Se ainda tiver um copo de vinho ou um bom uísque será melhor ainda.

Desde as primeiras eras, a busca por definir e manter a felicidade tem sido tema de inúmeras reflexões de estudiosos. Nos tempos atuais, psicólogos humanistas iniciaram um movimento novo, a psicologia positiva, que recomenda que os profissionais contemporâneos da área adotem “uma visão mais aberta e apreciativa dos potenciais, das motivações e das capacidades humanas”, enfatizando mais a busca pela felicidade humana que o estudo das doenças mentais.

Os estudiosos ligados a essa corrente, concluíram que uma personalidade emocionalmente equilibrada relaciona-se melhor com a felicidade. A estabilidade emocional protege a pessoa contra as sentimentos negativos e prevê uma inteligência social* mais elevada, que colabora na formação e continuidade da coexistência harmoniosa com outras pessoas.

Aqueles que confiam mais nos outros têm maiores possibilidades de comunicar-se bem com mais pessoas, pois também desfrutam de maior inteligência social.

Bons relacionamentos têm a vantagem adicional de criar grupos de apoio para momentos de necessidade, de solidão ou de frustração. Interagir socialmente é um dos aspectos mais importantes para a felicidade.

Alcançar sucesso e realização impõe também que sejam reconhecidos aspectos positivos ao seu redor, demanda enxergar “o lado ensolarado da vida”. A atividade física, a meditação, o lazer, a distração, a família, os amigos, a natureza, a arte, os estudos e, principalmente o amor, são alguns desses aspectos prazerosos. Nem falo de viagens porque no momento isso não está fácil. Claro que depende daquilo que você tem, do que gosta e do que pode fazer. 

Nesse tempo de isolamento, usar as possibilidades que a tecnologia coloca a nosso dispor é a forma mais fácil de obter satisfação com o que a vida tem de bom para nos mostrar. Afinal, nunca se pensou que, em tão pouco tempo, tantas pessoas se familiarizariam com tantas alternativas técnicas.

Redes sociais, aplicativos, buscadores, transmissão online de conteúdo, conversas e filmes, compras, trabalho remoto, video-conferências, são as alternativas que ora estão disponíveis para mantermos nossos relacionamentos, nosso conhecimento e nosso relaxamento e alegria. Sem deixar de lado o velho telefone, que agora é uma ferramenta moderna e acessível a quase todo mundo.

Entretanto, mais do que tudo, saber o que é importante para você, o que lhe traz alegria e autoconfiança é o início de uma trajetória mais enriquecedora. A partir desse conhecimento sobre você mesmo e seus valores, você pode pensar em como aumentar episódios aprazíveis, repeti-los mais vezes e torná-los a base de sua satisfação. 

É preciso ter sempre presente, entretanto, que lamentações constantes, pensamento negativo, falta de confiança nas possibilidades que a vida traz são determinantes para que o fracasso se concretize.

Ah, mais do que tudo, histórias de tragédias, animaizinhos maltratados, crianças abandonadas, opiniões contraditórias sobre cuidados com a saúde podem ser determinantes em processos de pessimismo e depressão.

Enfim, tendo clareza sobre o melhor para você, no que acredita, o que lhe traz satisfação, com quais pessoas pode contar, você poderá direcionar sua vida de uma maneira que lhe traga mais significado e propósito. Com isso, sem dúvida você irá encontrar essa tal felicidade!

Falarei mais sobre isso em breve. Acompanhe.

Informações principais pesquisadas em: Wikipedia; The Economist – 2010 – “Age and Happiness – The U-bend of Life); HSA – Happiness Studies Academy (Dr. Tal Ben Shahar)

Fotos (na ordem): Olia Nayda, Benin Donmez, Tegan Mierle, Dustin Belt e stateofmind.it.

… precisamos falar sobre…*

Confetes e News, Desenvolvimento de Pessoas, Jogando Conversa Fora

Andei relendo nos últimos meses a série “Os Reis Malditos”, onde Maurice Druon** conta a história dos reis Capetos, desde Filipe, o Belo até o rei João II. No livro 7 da série, “Quando um Rei Perde a França”, o autor escreveu isso:

Foto Nik Shuliahim

“O homem é semelhante a um cego que quer negar a luz porque não pode vê-la. A luz é um grande mistério para um cego.”

Esse parágrafo do livro me fez viajar numa longa pesquisa sobre a predisposição que faz com que todos nós tenhamos necessidade de atribuir características humanas a elementos não humanos. Os grandes mistérios a que somos expostos só são imaginados quando os transformamos em imagens concretas. Vai daí que um cego não consegue imaginar a luz porque nunca a viu.

A necessidade humana de tornar concreto qualquer pensamento, de personificar crenças e valores é algo extremamente limitante. Dificulta a fé, por exemplo – alguém consegue pensar em Deus sem ter em mente um velho senhor de barbas brancas? – assim como coloca barreiras à imaginação. Não permite também que o homem esteja aberto a outras dimensões ou universos paralelos, pois sempre que esses dois conceitos nos são exibidos, são baseados em nossa própria realidade.

A criatividade, então, nem se fala. Filmes e livros de ficção trazem seres feitos de luz, por exemplo, mas em formatos humanoides, outros que lembram animais, outros ainda com diversos olhos ou bocas e muitas criaturas exóticas, todas baseadas no que existe no nosso Universo. Se não fosse assim, como mostrar qualquer coisa? (foto Josh Hild)

Empresas usam a personificação, ou linguagem comum para criar propagandas de seus produtos. Essa forma de expressão cria emoções e interação social entre produtos e consumidores, forjando elos de relacionamento. Assistentes personalizados com nome, forma física e voz humana trazem sensações de acolhimento e compreensão.

Isso se chama antropomorfismo. Segundo a Wikipedia, o antropomorfismo é o pensamento que atribui características ou aspectos humanos a animais, deuses, elementos da natureza e constituintes da realidade em geral. (foto copiada de locomotiva26.com.br) Veja Calvin e Haroldo, um menino de seis anos e seu tigre de pelúcia que é seu amigo e confidente.

Nossa incapacidade de imaginar sem usar uma referência concreta talvez seja o que nos manteve incapazes de viajar a outros mundos até agora. Eventualmente essa é a razão de, ao pensarmos em universos paralelos, a primeira ideia que surge é de outros macro-cosmos semelhantes ao nosso, mesmo que existam teorias que desmentem essa crença.

Adoro ficção científica, mesmo que ela use sempre as referências do nosso próprio Universo. Leio e assisto com imenso prazer porque, a mim, desperta a insaciável curiosidade de saber mais e mais. (foto copiada de Turno Zero)

No entanto, o que está à minha mão é esse mundo cheio de contradições, guerras, amores, obras maravilhosas de natureza e, principalmente, aquilo de bom que o homem ainda é capaz de fazer.

Lamento apenas que precisemos viver nossas vidas sabendo que, por enquanto, não temos escapatória para um lugar melhor ou um futuro esperando para nos premiar. Vamos gastar toda nossa energia em fazer desse um mundo melhor! Claro que isso não nos impede de sonhar e imaginar. E nossos netos ou bisnetos poderão ser livres de nossas limitações.

*esse título é inspirado na série “The Young Pope” e na sua sequência “The New Pope”, ambas interessantes e disponíveis na Amazon.

** Maurice Druon, (abril/1918 – abril/2009), escritor francês premiado, foi Ministro da Cultura e de Negócios Culturais em diferentes momentos da França, Recebeu a Grande Cruz da Legião de Ouro.