E essa tal felicidade?

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“A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior”. Li isso na Wikipedia, que tem sido minha companheira constante para estudos variados nos momentos em que fico em casa.

Nesse tempos obscuros, é bom dar uma olhada nos aspectos brilhantes da vida, no amor, na saúde e… no que nos faz felizes.  Vai daí, pensei com meus botões: que tal falar um pouco sobre esse tema tão importante para a vida e as carreiras das pessoas? E essa tal felicidade? Onde encontramos?

Então, sente na sua poltrona favorita e me acompanhe. Se ainda tiver um copo de vinho ou um bom uísque será melhor ainda.

Desde as primeiras eras, a busca por definir e manter a felicidade tem sido tema de inúmeras reflexões de estudiosos. Nos tempos atuais, psicólogos humanistas iniciaram um movimento novo, a psicologia positiva, que recomenda que os profissionais contemporâneos da área adotem “uma visão mais aberta e apreciativa dos potenciais, das motivações e das capacidades humanas”, enfatizando mais a busca pela felicidade humana que o estudo das doenças mentais.

Os estudiosos ligados a essa corrente, concluíram que uma personalidade emocionalmente equilibrada relaciona-se melhor com a felicidade. A estabilidade emocional protege a pessoa contra as sentimentos negativos e prevê uma inteligência social* mais elevada, que colabora na formação e continuidade da coexistência harmoniosa com outras pessoas.

Aqueles que confiam mais nos outros têm maiores possibilidades de comunicar-se bem com mais pessoas, pois também desfrutam de maior inteligência social.

Bons relacionamentos têm a vantagem adicional de criar grupos de apoio para momentos de necessidade, de solidão ou de frustração. Interagir socialmente é um dos aspectos mais importantes para a felicidade.

Alcançar sucesso e realização impõe também que sejam reconhecidos aspectos positivos ao seu redor, demanda enxergar “o lado ensolarado da vida”. A atividade física, a meditação, o lazer, a distração, a família, os amigos, a natureza, a arte, os estudos e, principalmente o amor, são alguns desses aspectos prazerosos. Nem falo de viagens porque no momento isso não está fácil. Claro que depende daquilo que você tem, do que gosta e do que pode fazer. 

Nesse tempo de isolamento, usar as possibilidades que a tecnologia coloca a nosso dispor é a forma mais fácil de obter satisfação com o que a vida tem de bom para nos mostrar. Afinal, nunca se pensou que, em tão pouco tempo, tantas pessoas se familiarizariam com tantas alternativas técnicas.

Redes sociais, aplicativos, buscadores, transmissão online de conteúdo, conversas e filmes, compras, trabalho remoto, video-conferências, são as alternativas que ora estão disponíveis para mantermos nossos relacionamentos, nosso conhecimento e nosso relaxamento e alegria. Sem deixar de lado o velho telefone, que agora é uma ferramenta moderna e acessível a quase todo mundo.

Entretanto, mais do que tudo, saber o que é importante para você, o que lhe traz alegria e autoconfiança é o início de uma trajetória mais enriquecedora. A partir desse conhecimento sobre você mesmo e seus valores, você pode pensar em como aumentar episódios aprazíveis, repeti-los mais vezes e torná-los a base de sua satisfação. 

É preciso ter sempre presente, entretanto, que lamentações constantes, pensamento negativo, falta de confiança nas possibilidades que a vida traz são determinantes para que o fracasso se concretize.

Ah, mais do que tudo, histórias de tragédias, animaizinhos maltratados, crianças abandonadas, opiniões contraditórias sobre cuidados com a saúde podem ser determinantes em processos de pessimismo e depressão.

Enfim, tendo clareza sobre o melhor para você, no que acredita, o que lhe traz satisfação, com quais pessoas pode contar, você poderá direcionar sua vida de uma maneira que lhe traga mais significado e propósito. Com isso, sem dúvida você irá encontrar essa tal felicidade!

Falarei mais sobre isso em breve. Acompanhe.

Informações principais pesquisadas em: Wikipedia; The Economist – 2010 – “Age and Happiness – The U-bend of Life); HSA – Happiness Studies Academy (Dr. Tal Ben Shahar)

Fotos (na ordem): Olia Nayda, Benin Donmez, Tegan Mierle, Dustin Belt e stateofmind.it.

Amigos, colegas, inimigos, quem continua com você?

Recebi de um amigo, um comentário do Max Gehring sobre Relações Humanas, muito interessante e que me exigiu um pouco de reflexão. Basicamente, o principal ponto do comentário todo é sobre não fazer inimigos no trabalho. Entretanto, o que me fez pensar mais foi o parágrafo que diz o seguinte: “Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Vi muitas pessoas – e até eu mesma – nessa situação terrível de ligar para um ex-colega, considerado um amigo, e não ser atendida. Muitas vezes nem era para pedir alguma coisa, apenas para saber notícias, bater um papo, senti-se inserido no contexto profissional. Não ser antendido doi muito, especialmente se você está num momento ruim. Por outro lado, vi ex-colegas de quem se esperava muito pouco permancerem amigos muito tempo depois do período de convivência.

Bem, acredito que, antes de mais nada, precisamos ter clareza sobre a qualidade de nossas relações de trabalho. Temos colegas, alguns que se transformam em grandes amigos (eu tenho muitos, preciosos), outros que se transformam em ex-colegas que continuam a ter simpatia e consideração por você, mas não são seus amigos, outros que são completamente indiferentes a você e ao que você faz e precisa e alguns ainda que querem ver você na pior. Esses últimos são os inimigos, que não tem jeito, sempre estarão contra você.

É importante saber que essas categorias existem e que você não pode criar expectativas erradas, sob risco de sofrer decepções e mágoas.

Seus amigos, quando deixam de trabalhar com você continuam a encontrá-lo, tentam saber como anda sua vida, telefonam algumas vezes e atendem quando você lhes telefona. Obviamente nem sempre podem ajudar você a reerguer sua carreira, ou arrumar um novo emprego ou contratá-lo como consultor. É importante você não desperdiçar uma amizade insistindo em pedir oportunidades que eles não estejam em condições de atender.

Você pode ser um grande profissional, reconhecido como tal por seus amigos, mas nem sempre eles têm como arranjar um contrato para você. Pode acontecer simplesmente de você não ser tudo isso de bom, o que não impede seus amigos de continuarem a gostar e a respeitar você, mas não é suficiente para que eles se comprometam recomendando você para uma posição que não tenham certeza que você vai dar conta. Preste atenção, amigos são preciosos demais para perder por questões materiais. Se pedir alguma coisa e seu amigo não puder atender, deixe para lá, mantenha sua amizade e busque ajuda em outro lugar. Se ele é seu amigo e pode ajudar, tenha certeza de que o fará.

Ex-colegas que continuam a respeitar você podem ser úteis nessa busca de oporunidades, mas mesmo com eles tome cuidado para não ser inconveniente. Você podia ser admirável na antiga empresa, mas se ficar insistindo em pedir coisas que não possam ser atendidas, poderá perder a simpatia e consideração dessas pessoas. Se for pedir alguma coisa, verifique antes se é possível ser atendido, seja objetivo, nada de pedir “uma chance”, “uma oportunidade”, “qualquer coisa”. Só você pode saber exatamente o que lhe serve e do que é capaz, ninguém vai fazer pesquisa de vagas que combinem com as suas necessidades. Se não for atendido dentro de um prazo razoável, ligue para lembrar, mas se perceber qualquer indício de desconforto, saia fora e vá buscar outras alternativas.

Você pode até pedir alguma coisa aos indiferentes, às vezes acontece de uma dessas pessoas poder ajudar. Se a pessoa está entre os indiferentes, é importante que você a lembre sobre algumas de suas qualidades, algum evento ou projeto em que estiveram juntos, é bom despertar boas memórias. De qualquer maneira, tenha os mesmos cuidados sempre, nada de pedidos vagos, nada de insistência repetitiva, nada de ficar falando mal se a pessoa não puder atendê-lo.

Por outro lado, com os inimigos não adianta pedir coisa alguma. Eles não ajudarão. Poupe-se de momentos tensos e aborrecidos, poupe-se de frustracões. Se alguém é seu inimigo vai lembrar até à morte cada incidente que vocês protagonizaram juntos. No momento em que você pedir alguma coisa as más memórias todas vão reaparecer e, quem sabe, a pessoa além de não ajudar, pode prejudicar o alcance do seu objetivo. Esqueça de pedir qualquer coisa aos inimigos, nem pense em mostrar fragilidade, porque eles poderão estar apenas à espera para ver você na lama…