Love is in the Air, por Gilmara Marques

Confetes e News

Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel. (Rubem Alves)

Captura de Tela 2015-06-12 às 18.19.32Vocês já viram como os filósofos e poetas definem o amor? Eles o fazem ora como algo belo, suave, sucinto, sublime, ora como castigo, prisão, loucura e enganação. Uns morrem por amor e outros ainda, matam por amor. Como pode? Para você o que é correto? A definição romântica ou a sofredora? Bom, eu fico com as duas. Claro que gosto mais da visão romântica do amor, mas como somos humanos e por natureza paradoxais, por que o amor, o mais elevado dos sentimentos a que estamos expostos, seria diferente?

Onde nasceu o amor? Como esta ideia, da busca do ser amado, se estabeleceu nos seres humanos? Existem inúmeras visões, mas vou abordar aqui o foco da mitologia grega, que particularmente gosto muito.

Captura de Tela 2015-06-12 às 18.19.15Conta-se que há muito tempo atrás, na Grécia, a terra era habitada por homens, mulheres e por um tipo de ser que possuía em si mesmo os dois gêneros (feminino e masculino), chamados andróginos. Eram seres grandes e fortes e estavam ameaçando escalar o Olimpo, desafiando assim os deuses. Zeus decidiu então castigar estes seres e assim o fez. Os dividiu em dois e virou seus rostos para lados opostos, fazendo com que olhassem para a marca do corte, o umbigo, o que os forçou a se tornarem mais humildes e menos perigosos. Esta ação do deus dos deuses enfraqueceu o ser humano e o tornou carente, fazendo com que a partir de então, passasse a buscar a sua outra parte para se “re-unir” a um lado que foi perdido. É interessante citar que os andróginos eram também formados por sexos iguais, dois homens e duas mulheres num mesmo corpo. Logo, cria-se aqui a visão do amor hetero e homossexual. (Fonte: Mitologia grega – Junito Brandão – Ed. Vozes)
Captura de Tela 2015-06-12 às 18.21.14Esta história nos faz refletir sobre a função do amor em nossas vidas. O fato de o ser humano ter que se tornar mais humilde e menos “perigoso” nos remete à ideia de que na soberba, não conseguimos ter pelo outro o devido apreço e respeito que este merece. Reconhecer nossas fraquezas nos aproxima e nos torna semelhantes, afinal a “dor” do amor é um sentimento de todos. É universal.

Falando agora desta “outra parte”, todos nós ansiamos em encontrar nossa “alma gêmea”. O ponto é que, o que normalmente queremos encontrar em nosso par é o que nos falta, é algo que nos complete. Se pensarmos no mito, isso faz todo o sentido, uma vez que esta incompletude equivale a um castigo. Por vezes, não é mesmo dolorida a busca e os desencontros do amor?

O fato é que nunca mais seremos, tal como o mito descreve, andróginos (assim penso eu). O que nos resta agora, depois de separados da nossa “outra parte”, castigados e com a lição aprendida, é resgatar dentro de nós mesmos tudo o que entendemos que nos falta. Nos vermos como seres completos. O outro não deve ter em nossa vida, o “peso” de nos completar, mas sim de trazer para nós a sua presença, como ser completo que também é. Nos dar e receber, por meio da relação, a leveza de estar juntos para dividir e compartilhar sonhos, desejos e nossa essência.

Captura de Tela 2015-06-12 às 18.21.40O ponto de partida nesta jornada, somos nós mesmos! Nunca o outro. Se isto não fica claro, entramos em uma relação amorosa com uma visão destorcida sobre o que são as nossas necessidades e esperamos do outro algo que provavelmente nunca teremos e daí, quem decepciona quem? Sempre, em todo tipo de relação nós somos o início do processo. Daí o quanto é importante o autoconhecimento para que não façamos conosco o mesmo que Zeus fez: nos mutilar e quebrar a nossa unicidade para procurá-la em outros! O amor portanto, tem uma função fundamental no nosso desenvolvimento enquanto seres humanos em constante evolução.

Este é um assunto que não termina, muito pelo contrário, ele só abre portas para pensarmos em nós e em como estamos conduzindo este tema em nossas vidas. Por isso, fica a provocação – dá para entender o amor? Sei lá. Dá para talvez tentar explicar, mas o bom mesmo do amor é viver… “Felizes (consigo mesmo) para sempre”.

Captura de Tela 2015-06-12 às 18.26.35Frases sobre o amor (aliás, muito aderentes ao que os gregos nos ensinaram sobre o tema)

O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo. (William Shakespeare)

O amor é cego, por isso os namorados nunca veem as tolices que praticam. (William Shakespeare)

 O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser. (Mario Quintana)

Captura de Tela 2015-06-12 às 18.28.59Amar é mudar a alma de casa. (Mario Quintana)

Pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente!

(Carlos Drummond de Andrade)

 E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão, Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas! Que foi seu grande desafio… e o passo mais acertado De todos os caminhos de sua vida trilhados! Mas se assim não for… Que nunca te arrependas pelo amor dado! (Carlos Drummond de Andrade)

Será possível, então, um triunfo no amor? Sim. Mas ele não se encontra no final do caminho: não na partida, não na chegada, mas na travessia. (Rubem Alves)

Gilmara Marques

Consultora Interna de Desenvolvimento de Pessoas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, em São Paulo

Psicóloga, com especialização em psicologia Junguiana pela FACIS e em
Consultoria de Carreira pela FIA. Possui mais de 20 anos de experiência na
área de Recursos Humanos e atualmente atua na Consultora Interna de
Desenvolvimento de Pessoas na Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica, em São Paulo

Workshop “Falando Com Decisores”

Confetes e News

Estarei amanhã trabalhando junto à Embratec/Good Card (www.embratec.com.br), empresa com sede em Porto Alegre que presta serviços no Brasil inteiro. A Embratec Good Card – Empresa Brasileira de Tecnologia e Administração em Convênios HOM Ltda – desenvolve soluções corporativas dos cartões Good Card e atua nos segmentos de Benefícios – com produtos para Recursos Humanos e de Gestão de Frotas- com serviços de abastecimento e manutenção. Foi pioneira no uso da Internet como ferramenta para a autogestão, possibilitando às empresas controlar limites, solicitar e cancelar cartões e emitir extratos.
O workshop “Falando com decisores” vai tratar de Postura e Etiqueta Corporativa, apontando para os itens imagem, linguagem e atitudes no ambiente de trabalho. Terá duração de um dia inteiro e faz parte de uma semana de planejamento e treinamento que a empresa estará oferecendo a seus executivos de contas e gerentes.

Entrevista em nome de sua empresa para uma revista?

Carreiras - Construção e Transição

Uma entrevista nem sempre é algo para o qual você está preparado. Muitas vezes acontece de você nunca ter passado pela experiência e achar que não é capaz… ou que é, mas estar enganado. Acrescente-se a isso o fato de você saber que se alguma coisa der errado você estará comprometendo não apenas você, mas também sua empresa, e temos uma situação de alta tensão. Bem, em qualquer situação, algumas pequenas dicas podem ajudá-lo a sair-se bem.

Antes de mais nada, reúna os principais dados sobre o assunto que será tema da entrevista. No geral é bom saber números, estatísticas, ganhos que a empresa tenha ou possa proporcionar  para seus clientes, a população ou o meio ambiente. Prepare-se para perguntas, pedindo a seus auxiliares ou pessoal da assessoria de imprensa que o ajudem a pensar em questões que podem se transformar em armadilhas se você não tiver boas respostas.

Procure saber antecipadamente tudo o que puder sobre o veículo que pediu a entrevista. Tente descobrir se a inteção é favorável a sua empresa ou se a matéria está relacionada a alguma anterior que põe em dúvida os valores que ela defende ou a ação que ela desenvolve. Se puder saber alguma coisa sobre o jornalista que vai entrevistá-lo, isso pode deixá-lo mais confortável. Converse um pouco antes para quebrar o gelo e descobrir o que ele ou ela quer. Assim você poderá pedir informações adicionais para seus auxiliares enquanto a entrevista acontece.

Ao iniciar a entrevista, apresente resumidamente o assunto, dando uma ideai geral de como a conversa se desenvolverá. Seja agradável, relaxe, concentre-se em responder às perguntas, não se distraia com o que acontece ao redor. Procure usar frases curtas e objetivas para não se “enrolar”. Certifique-se de que está sendo compreendido e não deixe malentendidos serem usados para prejudicar sua exposicão. Pergunte, se tiver dúvidas sobre o entendimento. Não use termos muito técnicos e ainda menos jargão da empresa ou siglas que só fazem sentido para quem trabalha com você.

Responda apenas àquilo que for perguntado, evitando se perder por pontos pouco importantes para o contexto. Entretanto, se puder, não perca a oportunidade de transmitir mensagens positivas sobre o tema e como sua empresa cuida do assunto. Ofereça material de apoio, proponha locais para fotos, dê sugestões de outras pessoas que possam corroborar sua informações, se for o caso.

Preste atencão na sua postura para não colocar-se em uma posição frágil, especialmente se a entrevista tratar de assunto delicado para a empresa. Sente-se na mesma altura do seu entrevistado, olhe nos olhos dele e fique o mais relaxado que pduer. Pense que está batendo papo com alguém que você conhece há muito tempo. Gesticule com naturalidade, sorria, seja simpático e lembre-se que, se o jornalista for mais agressivo, isso não é pessoal.

Após a entrevista, monitore até a materia ser publicada e então descubra se seus chefes ou outras pessoas relevantes viram e gostaram. Isso poderá ser usado para as próximas. Se algum dado for publicado errado, pense em pedir correção. Não perca tempo se a informação for irrelevante ou se você apenas não gostar do tom da entrevista. Não vale a pena arrumar uma briga com a imprensa por pouca coisa.