Etiqueta Corporativa – Dica do Dia

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Eventos especiais: Velórios

Minha amiga Béia Carvalho, inconformada com as atitudes inadequadas que constatou em velórios que teve que ir, me pediu que escrevesse a respeito. Confesso que precisei parar para pensar em como muitas vezes não nos damos conta de que alguns ambientes exijem um respeito e uma formalidade extras. Incluo nisso os velórios, mas também eventos religiosos de qualquer natureza, eventos solenes e assim por diante.

Ficando nos velórios, esse é um momento realmente delicado. Momento de sofrimento das pessoas próximas, momento de reflexão para quem está bem de saúde, momento de solidariedade com quem perdeu alguém importante. Não é possível ser insensível a ponto de não perceber que um comportamento mais contrito é necessário e que boas maneiras são exigidas na ocasião.

Portanto, se você é mulher, esqueça definitivamente de produzir-se para ser a mais sexy da parada. Deixe para a balada, as compras, o cruzeiro, o restaurante. Nada de saltos gigantescos, decotes profundos, maquiagem pesada. Nem pense em adotar a linha contrária, ou seja, shorts, camiseta e havaianas. Havaianas são ótimas, até para a balada e você pode trocar de namorado se ele não quiser sair com você de havaianas, mas no caso de um velório, ele tem razão. Tênis também não funcionam, aliás tênis, a menos dos de passeio que você pode usar nas compras, é para a aula de ginástica ou a caminhada no parque.

Se você é homem, esqueça a bermuda, a camiseta regata, os chinelos e os tênis, a menos que eles sejam de passeio. Calça e camiseta ficam bem, desde que a camiseta seja mais alinhada, tipo polo e não tenha nenhum manifesto de banda de rock ou daqueles tipo “vagabundo na Bahia” ou “conservado em tequila”.

Entretanto, mais importante do que tudo é o comportamento. Se você for ao velório apenas para cumprir com uma obrigacão social, mesmo assim, tem que respeitar a dor das outras pessoas. Se encontrar um velho amigo, nada de manifestações grandiosas, saudações escandalosas. Seja mais comedido, fale baixo e, se realmente ficar muito feliz em encontrar aquele velho amigo da escola, saia de lado, vá para um canto longe para curtir sua felicidade sem jogá-la na cara dos que estão infelizes.

Não fique contando em voz alta para suas amigas a “loucura” que foi a balada da noite anterior nem fique rindo de situações que aconteceram em outro ambiente. Você não precisa ficar muito tempo no velório, cumprimente a todos os que devem ser cumprimentados (no geral a família, mais especialmente aqueles que você conhece), disfarce e convide suas amigas ou amigos para tomar um café na padaria da esquina.

Tenho certeza de que, apesar de as pessoas ficarem meio transtornadas num momento de dor, alguém vai notar se seu comportamento for inadequado e sua imagem vai sofrer um arranhão significativo. Você é melhor que isso, não é?

 

Você está preparado para responder a perguntas pessoais em sua entrevista de emprego?

Tenho lido bastante a respeito dos novos processos seletivos para empregos naquelas empresas modernas e interessantes para se trabalhar. Muitas coisas mudaram pois hoje um bom currículo e um bom conhecimento técnico não são suficientes para garantir o emprego. Hoje os recrutadores querem saber sobre as competências pessoais do candidato, os valores que pautam sua vida, como ele vê o mundo, no que ele acredita. Algumas vezes, querem saber sobre a família, os lugares que lhe interessam, as ações sociais que pratica ou pensa praticar, enfim, querem uma descrição não apenas de competências, mas da personalidade, do ser humano.

Isso certamente ajuda a inserção do novo funcionário na empresa, uma vez que podem ser escolhidas pessoas com perfis alinhados com seus próprios valores. Por outro lado, um candidato precisa ter flexibilidade para falar de si e, muitas vezes, expor convicções, história de vida, falar de seu amigos e da sua família.

Nem todo mundo tem facilidade para uma situação dessas. Os mais jovens, acostumados a redes de relacionamento na Internet têm  menos dificuldade, mas os mais velhos provavelmente podem se sentir meio estranhos, falando que gostam de pescar ou de jogar cartas com a tia. A situação mais difícil certamente é quando o candidato é instado a falar sobre temas que podem deixá-lo desconfortável. Não pense que o entrevistador, ao perceber que você não lida bem com um assunto, vai deixá-lo de lado para ser bonzinho. É nesse momento que, muito provavelmente, ele insistirá, até para ver como você lida com a pressão, como sai de uma situação difícil.

Então, é muito importante estar preparado, refletindo antes da entrevista sobre quem é você, no que realmente acredita, como se relaciona com sua família e seus amigos, quais são seus gostos, como contribui para o bem estar da sociedade como um todo. Rememore momentos da sua vida em que usou suas habilidades para lidar com situações semelhantes àquelas que poderá vivenciar na empresa em questão e use essas memórias como exemplo. Tenho certeza de que todas essas coisas causarão uma boa impressão no entrevistador.

Não ache que todas as situações da sua vida ou suas características são ideais para a empresa ou para o cargo, mas faça o possível para demonstrar que cada uma delas tem pontos positivos capazes de trazer outros ganhos para a empresa. Seja capaz de falar sobre aqueles momentos em que não foi bem sucedido, mas não deixe de contar como tratou a situação de forma a tirar alguma lição sobre o ocorrido ou sobre você mesmo. Não diga que é perfeito, pois ninguém é e ninguém vai acreditar que você seja.

Obviamente que, quando falo sobre essas coisas, parto do princípio que você estudou a empresa, que pesquisou sobre suas principais lideranças e sabe muito bem qual posição está em jogo. Se você ainda não foi atrás disso, nem vá na entrevista, tente adiar ou deixe para outra ocasião.