Entrevista em nome de sua empresa para uma revista?

Uma entrevista nem sempre é algo para o qual você está preparado. Muitas vezes acontece de você nunca ter passado pela experiência e achar que não é capaz… ou que é, mas estar enganado. Acrescente-se a isso o fato de você saber que se alguma coisa der errado você estará comprometendo não apenas você, mas também sua empresa, e temos uma situação de alta tensão. Bem, em qualquer situação, algumas pequenas dicas podem ajudá-lo a sair-se bem.

Antes de mais nada, reúna os principais dados sobre o assunto que será tema da entrevista. No geral é bom saber números, estatísticas, ganhos que a empresa tenha ou possa proporcionar  para seus clientes, a população ou o meio ambiente. Prepare-se para perguntas, pedindo a seus auxiliares ou pessoal da assessoria de imprensa que o ajudem a pensar em questões que podem se transformar em armadilhas se você não tiver boas respostas.

Procure saber antecipadamente tudo o que puder sobre o veículo que pediu a entrevista. Tente descobrir se a inteção é favorável a sua empresa ou se a matéria está relacionada a alguma anterior que põe em dúvida os valores que ela defende ou a ação que ela desenvolve. Se puder saber alguma coisa sobre o jornalista que vai entrevistá-lo, isso pode deixá-lo mais confortável. Converse um pouco antes para quebrar o gelo e descobrir o que ele ou ela quer. Assim você poderá pedir informações adicionais para seus auxiliares enquanto a entrevista acontece.

Ao iniciar a entrevista, apresente resumidamente o assunto, dando uma ideai geral de como a conversa se desenvolverá. Seja agradável, relaxe, concentre-se em responder às perguntas, não se distraia com o que acontece ao redor. Procure usar frases curtas e objetivas para não se “enrolar”. Certifique-se de que está sendo compreendido e não deixe malentendidos serem usados para prejudicar sua exposicão. Pergunte, se tiver dúvidas sobre o entendimento. Não use termos muito técnicos e ainda menos jargão da empresa ou siglas que só fazem sentido para quem trabalha com você.

Responda apenas àquilo que for perguntado, evitando se perder por pontos pouco importantes para o contexto. Entretanto, se puder, não perca a oportunidade de transmitir mensagens positivas sobre o tema e como sua empresa cuida do assunto. Ofereça material de apoio, proponha locais para fotos, dê sugestões de outras pessoas que possam corroborar sua informações, se for o caso.

Preste atencão na sua postura para não colocar-se em uma posição frágil, especialmente se a entrevista tratar de assunto delicado para a empresa. Sente-se na mesma altura do seu entrevistado, olhe nos olhos dele e fique o mais relaxado que pduer. Pense que está batendo papo com alguém que você conhece há muito tempo. Gesticule com naturalidade, sorria, seja simpático e lembre-se que, se o jornalista for mais agressivo, isso não é pessoal.

Após a entrevista, monitore até a materia ser publicada e então descubra se seus chefes ou outras pessoas relevantes viram e gostaram. Isso poderá ser usado para as próximas. Se algum dado for publicado errado, pense em pedir correção. Não perca tempo se a informação for irrelevante ou se você apenas não gostar do tom da entrevista. Não vale a pena arrumar uma briga com a imprensa por pouca coisa.

Programa Mulheres Poderosas – AllTV

Participei do Programa Mulheres Poderosas da AllTV no dia 27/07, terça-feira. Foi uma experiência muito interessante que contou, não apenas com a entrevistadora, Silvia Canquerini e a “chat girl” Marisol, uma princesa, mas também com as pessoas que participaram do Chat. Foi extremamente estimulante, o assunto variou bastante, enfim adorei. Gostaria de partilhar com vocês. É longo, portanto, vejam aos pedaços…

http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=6925

Você está preparado para responder a perguntas pessoais em sua entrevista de emprego?

Tenho lido bastante a respeito dos novos processos seletivos para empregos naquelas empresas modernas e interessantes para se trabalhar. Muitas coisas mudaram pois hoje um bom currículo e um bom conhecimento técnico não são suficientes para garantir o emprego. Hoje os recrutadores querem saber sobre as competências pessoais do candidato, os valores que pautam sua vida, como ele vê o mundo, no que ele acredita. Algumas vezes, querem saber sobre a família, os lugares que lhe interessam, as ações sociais que pratica ou pensa praticar, enfim, querem uma descrição não apenas de competências, mas da personalidade, do ser humano.

Isso certamente ajuda a inserção do novo funcionário na empresa, uma vez que podem ser escolhidas pessoas com perfis alinhados com seus próprios valores. Por outro lado, um candidato precisa ter flexibilidade para falar de si e, muitas vezes, expor convicções, história de vida, falar de seu amigos e da sua família.

Nem todo mundo tem facilidade para uma situação dessas. Os mais jovens, acostumados a redes de relacionamento na Internet têm  menos dificuldade, mas os mais velhos provavelmente podem se sentir meio estranhos, falando que gostam de pescar ou de jogar cartas com a tia. A situação mais difícil certamente é quando o candidato é instado a falar sobre temas que podem deixá-lo desconfortável. Não pense que o entrevistador, ao perceber que você não lida bem com um assunto, vai deixá-lo de lado para ser bonzinho. É nesse momento que, muito provavelmente, ele insistirá, até para ver como você lida com a pressão, como sai de uma situação difícil.

Então, é muito importante estar preparado, refletindo antes da entrevista sobre quem é você, no que realmente acredita, como se relaciona com sua família e seus amigos, quais são seus gostos, como contribui para o bem estar da sociedade como um todo. Rememore momentos da sua vida em que usou suas habilidades para lidar com situações semelhantes àquelas que poderá vivenciar na empresa em questão e use essas memórias como exemplo. Tenho certeza de que todas essas coisas causarão uma boa impressão no entrevistador.

Não ache que todas as situações da sua vida ou suas características são ideais para a empresa ou para o cargo, mas faça o possível para demonstrar que cada uma delas tem pontos positivos capazes de trazer outros ganhos para a empresa. Seja capaz de falar sobre aqueles momentos em que não foi bem sucedido, mas não deixe de contar como tratou a situação de forma a tirar alguma lição sobre o ocorrido ou sobre você mesmo. Não diga que é perfeito, pois ninguém é e ninguém vai acreditar que você seja.

Obviamente que, quando falo sobre essas coisas, parto do princípio que você estudou a empresa, que pesquisou sobre suas principais lideranças e sabe muito bem qual posição está em jogo. Se você ainda não foi atrás disso, nem vá na entrevista, tente adiar ou deixe para outra ocasião.