Mulheres, esportes e poder

O Valor Econômico de 14 de outubro de 2014, trouxe uma matéria do Jornalista Edson Valente, da Editoria de Carreira, que chamou muito minha atenção. Transcrevo abaixo a matéria, mas tenho um grande interesse em saber mais sobre o assunto. Vou pesquisar mais, fazer correlações, enfim buscar melhores explicações para esse fato antes de me aventurar em afirmativas fortes a respeito. Será que podemos aumentar nossa capacidade de liderança através da prática de esportes mesmo? Vamos descobrir? Veja o que a matéria traz:

mulher bonita no escritórioSÃO PAULO  –  Em uma pesquisa publicada pela EY Women Athletes Business Network (rede das atletas executivas da EY) e pela plataforma de notícias espnW, a maioria das mulheres executivas pesquisadas disseram que a experiência esportiva ajuda a acelerar o potencial da carreira e a liderança feminina, além de influenciar positivamente as decisões de contratação.

Noventa e quatro por cento das respondentes praticavam algum tipo de esporte, e 74% concordaram que um background esportivo pode ajudar a acelerar o desenvolvimento de liderança e o potencial de crescimento na carreira da mulher. Cerca de dois terços (61%) disseram que o envolvimento passado com a prática esportiva contribuiu para o sucesso presente em suas carreiras e que a experiência com esportes tem influência positiva mesmo em suas decisões de contratação, com 67% afirmando que esse tipo de background conta c omo ponto positivo na hora de contratar alguém.

Em particular, as mulheres que ocupam os cargos de diretoria têm um forte histórico de conquistas esportivas. A análise do estudo dividiu as respostas em dois campos – diretoria e outros níveis –, o que revelou:

A maioria (52%) das executivas de cargos de diretoria praticaram esportes na universidade, ante 39% das de outros níveis gerenciais;

Apenas 3% das executivas de cargos de diretoria não haviam praticado esporte algum, característica verificada em 9% das profissionais de outros níveis gerenciais;

Executivas de cargos de diretoria estão mais propensas que a média a dizer que o background em esportes de um candidato influencia sua decisão na contratação: 75% contra 58% no geral. Elas se atêm especialmente à disciplina que tal background proporciona;

Executivas de cargos de diretoria percebem que sua competitividade tem sido um fator de destaque em suas carreiras, mais que as executivas mais juniores: 37% a citam como fator chave, ao passo que as de níveis gerenciais mais baixos somaram 26%;Captura de Tela 2014-10-16 às 15.51.39

Executivas de cargos de diretoria estão mais propensas a pensar que mulheres que praticaram esportes se tornam melhores profissionais: 77%, ante 64% de outros cargos.

O relatório da pesquisa, “Fazendo a conexão: mulheres, esporte e liderança”, baseado em um estudo global on-line com 400 mulheres executivas, foi conduzido pela Longitude Research na Europa, nas Américas e na Ásia-Pacífico, sendo que os países que mais responderam foram Brasil, Canadá, China, Reino Unido e Estados Unidos. A maioria (49%) ocupava cargos de diretoria ou conselho. As demais (51%) estavam em outras posições gerenciais.

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Casual Day ou Day of Terror?

Sexta-feira, Casual Day nas empresas… Essa invenção americana, adotada por muitas empresas brasileiras nos últimos tempos, tem transformado alguns ambientes de trabalho num verdadeiro “pesadelo fashion” ou num Day of Terror, mesmo que nem todas as sextas-feiras sejam sexta-feira 13.

A intenção do Casual Day foi dar a oportunidade aos empregados que trabalham normalmente vestidos de uma maneira formal terem um dia mais descontraído, mais informal. Iniciativa muito interessante, porque terno e gravata ou tailleur preto e salto alto podem cansar demais. Mas, certamente o Casual Day não foi inventado para que as pessoas sejam desleixadas e vistam-se como se fossem para a academia ou o clube.

Está certo que, se você é muito jovem, em início de carreira, pode até ser mais arrojado na sua escolha. Os rapazes podem arriscar um tênis, se ele for mais alinhado e de cor bem discreta. As meninas, nem pensar em usar tênis, a menos que seja uniforme. Jeans rasgado, lamento mas não tem vez, mesmo que seja de uma grife de primeira linha. Entretanto, tirando os jeans destroyed, outros são bem vindos, mesmo que com uma camiseta simples, sem estampas ou frases espirituosas, por favor. Se puder usar um paletó ou um cardigã para arrematar o look, fica ótimo.

Obviamente, se você tem um cargo executivo, quanto mais alto for, menos você poderá arriscar na informalidade. Por exemplo, uma diretora ou chefe de departamento com um jeans boyfriend fica informal demais, enquanto que uma estagiária pode usar, desde que os complementos tragam um ar mais arrumadinho. Os rapazes, por mais que amem aquele moletom da faculdade, devem deixá-lo guardado carinhosamente no armário até sábado pelo menos.

Mulheres podem usar sapatilhas e até uma sandália mais aberta, mas rateirinha, convenhamos, é própria para passear no shopping ou usar nas férias. Homem de sandália no escritório devia dar cadeia, não tem jeito, é muito ruim. Minissaia continua fora de contexto no trabalho, portanto não é o fato de o dia permitir uma certa decontração que derruba essa regra, da mesma forma que a barriga de fora ou o cofrinho aparecendo.

Deixar de fazer a barba para ser informal também é um horror e qualquer outra coisa que dê a impressão de desleixo é imperdoável, mesmo que você seja apenas estagiário. Bermudas são proibidas e camiseta sem manga ou do time de futebol favorito também. Ah, os gordinhos devem deixar a calça com elástico para o fim de semana também e cinto é obrigatório em calca que têm presilhas para ele.

Enfim, não deixe que o Casual Day prejudique sua imagem elegante e fina. Seja informal, mas não esqueça que está em ambiente de trabalho e que as regras de discrição continuam aplicáveis.

As belas também sofrem

Na semana passada, no Twitter do jornal O Globo, li uma matéria muito interessante e que traz um dado de realidade muito presente nas empresas, apesar de pouco falado. É real, é discriminatório e é cruel, apesar de poucas pessoas se darem conta de que existe. Mulheres bonitas têm menos chance de ser chamadas para um emprego se o recrutador for também do sexo feminino.

A matéria de O Globo fala de uma pesquisa feita em Israel, pelos economistas Bradley Ruffle e Ze’ve Shtudiner,  que concluiu que as recrutadoras  sempre preferem chamar mulheres cujos currículos não trazem fotos ou mulheres cuja foto mostra alguém de aparência comum. As bonitas ficam com 20% menos chances, além de, ao serem chamadas, o serem para funções menos importantes que as  destinadas às “normais.” Dá para acreditar? Se, entretanto, tratar-se de um homem atraente, ele terá mais chances do que um “feiinho”.

Segundo os pesquisadores, isso deve-se ao fato de a maioria das recrutadoras serem jovens e, inconscientemente, não gostarem de ter concorrência “mais qualificada” no quesito beleza. Isso faz parte da herança genética que nós, mulheres, ainda lutamos para superar. Ainda vemos mulheres olhando feio para aquelas mais agressivas na carreira, ainda percebemos alguns boicotes entre companheiras de trabalho que se devem apenas a isso: mulheres querendo atenção. Isso precisa ser superado, as mulheres precisam ser seres humanos cada vez mais completos, independentes dos homens que as rodeiam.

No Brasil acontece esse preconceito contra o que poderia ser contado como uma vantagem é também muito real. Sei de inúmeros casos em que uma mulher bonita teve muitas dificuldades exatamente por ser bela. Já vi críticas preconceituosas contra alguma linda, já soube de gente pensando  – e comentando – que alguém só subiu na carreira por ser bonita, sem reconhecer o esforço, a competência e o comprometimento da pessoa.

Porém, por favor, não vá alguém pensar que, para ter mais possibilidades de emprego, estou aconselhando  as mulheres a se tornarem mais feias… Ser bonita é muito bom, pergunte a quem é e terá confirmação. Estou apenas comentando um dado e tentando achar um meio para que as lindas lidem bem com a situação. Na dúvida, não adicione foto ao seu currículo.

Sucesso exige esforço, não se iluda!

Quem não conhece aquele cara que parece dar certo em tudo o que faz? Ela está à frente de colegas mais antigos na hora da promoção, é sempre bem cotado nos processos de avaliação, recebe elogios de toda a cadeia de poder da empresa, enfim, é um sucesso! Dá uma pontinha de inveja, por mais bem intencionado que você seja, faz você se perguntar o que ele tem que você não tem? Afinal, você é tão qualificado como ele, dedica-se igualmente ao trabalho, por que seus resultados não são tão bons?

Talvez seja porque ele lida melhor e mais focado em seus objetivos do que você. Para começar, ele certamente tem uma clara noção do que quer no curto, no médio e no longo prazos. Ele age buscando atingir metas definidas que o levem exatamente aonde pretende chegar, seja na presidência da empresa na qual vocês trabalham, seja num posição semelhante em outra. Além disso, ele  tem confiança na possibilidade de atingir seus objetivos. Sem essa auto-confiança fica difícil convencer os outros a apostar em você, a acreditar que você é capaz de “chegar lá”.

Por outro lado, ele concentra esforços naquilo que é importante para seus objetivos, não perde tempo em iniciativas fora desse contexto. Todos os treinamentos que faz, as participações em seminários e eventos setoriais, o trabalho em grupos específicos sempre são degraus para ele subir. Nada de fazer um curso de informática ou de técnicas de venda, se o que ele busca não tem nada a ver. Claro que conhecimento nunca é demais, mas é muito melhor se acrescentar qualificações necessárias à sua carreira, então não perca tempo com o que não é aproveitável.

Ele é também, realmente comprometido com o que faz, tanto do ponto de vista profissional como pessoal e emocional. Ele acredita, deseja, busca incessantemente seus objetivos. Não fica mudando de opinião sobre o que deseja a cada tropeço, é obstinado na sua busca e usa essa obstinação para manter-se no caminho escolhido. Claro que isso não faz dele um idiota inflexível, ele é perfeitamente capaz de reconhecer que tomou um caminho errado e refazer a trajetória, se isso for necessário.

Obviamente, ele é e é reconhecido como um bom caráter, pois os que fazem sucesso sem ética não conseguem manter essa situação por muito tempo. Além de tudo e principalmente, ele gosta do que faz, percebe e aprecia os resultados decorrentes de seus esforços, desfruta cada vitória.

Você pode ter isso também, só precisa começar.

Administre seu tempo e diminua o stress

Todos nós estamos sujeitos ao stress, seja qual for nosso tipo de vida. Acredito que mesmo aquelas pessoas que estão com a vida resolvida, pararam de trabalhar e decidiram só curtir têm seus momentos. Claro que um momento ou outro de stress não chega a prejudicar a saúde de ninguém, mas quando essa se torna uma condição constante na vida, pode ser altamente nociva para a saúde. Esse é o caso da maioria dos executivos que eu conheço, sejam eles do início ou do topo da administração, em empresas grandes ou pequenas, isso não importa.

Você encontra muitos conselhos para evitar o stress, do tipo equilibre o tempo que dedica à sua vida pessoal com o que dedica à profissional. É um ótimo conselho, mas quem  é capaz de fazer isso realmente, quem tem espaço para trabalhar de nove a seis e voltar para casa em 2o minutos, sem trânsito, ou sair para um happy hour com os amigos, para jantar com a mulher ou o marido, ir à festinha do filho, ou outras atividades familiares? Muito poucas pessoas, especialmente nas cidades grandes. Então, precisamos ter algumas coisas em mente para diminuir a pressão, mesmo que levemos essa vida louca.

A primeira coisa a fazer para administrar melhor seu tempo e evitar um pouquinho do stress é ser capaz de atacar as tarefas importantes em primeiro lugar, mesmo que algumas urgentes precisem ser deixadas de lado. Muitas vezes o que é urgente não tem a menor importância e cuidar dele vai fazer você perder um tempo produtivo que poderia ser aproveitado em alguma coisa que o ajudasse a melhorar sua vida. Outras vezes, o urgente mas não importante, não precisa exatamente de você para resolver, pode ser feito por outra pessoa. Delegue!

Mesmo tarefas urgentes e importantes devem ter prioridade. Se você não tem o poder de estabelecer o que é prioritário, discuta com quem tem, seu chefe. A alternativa é não dar conta e ter que discutir com ele depois que não conseguir dar o retorno esperado. Aí, as explicações serão complexas e, muitas vezes, não vão adiantar. Nunca aconteceu de você não dar conta e, ao saber, seu chefe perguntar porque não avisou antes? Acredite, acontece com muita gente.

Em seguida, seja realista com os tempos programados para suas tarefas especialmente tenha cuidado com o tempo que fica frente ao computador. Não adianta dizer que vai levar meia hora para responder seus emails se normalmente você leva duas. Se precisar fazer isso num tempo menor para caber dentro do seu dia, aprenda a eliminar aquilo que não interessa antes de responder àquelas mensagens que realmente exigem sua atenção. Deixe bobagens para ver no fim de semana, se tiver um tempo livre.

Aliás, o computador é um grande ladrão de tempo. Quando você estiver fazendo um trabalho que exija maior atenção, não interrompa para checar seus emails ou navegar nas redes sociais. Acredite, cada vez que você faz isso, perde a concentração e precisa “religar” ao voltar. Se alguém muito interesante estiver querendo papo no Facebook, por exemplo e você tiver trabalho a fazer, peça para esperar.

Para seu trabalho, use todas as ferramentas modernas de divisão de tarefas com outros profissionais envolvidos. Delegue o máximo de itens que puderem ser executados por outras pessoas, compartilhe informações e arquivos de maneira a abrir a possibilidade de colaboração on line. Principalmente não se envolva em trabalhos que não precisam de você.

Finalmente, gaste o tempo que sobrar não apenas para curtir sua vida pessoal, mas principalmente para crescer na carreira se esse é o seu plano. Invista também em cursos e viagens, compareça a eventos nos quais seu network pode ser aumentado, faça novas relações com pessoas que podem ser interessantes ou importantes para sua vida e carreira. O stress será menor e você muito mais produtivo.

 

 

Só os jovens são modernos?

Um profissional com ambições de subir na carreira precisa obviamente de diversas qualificações e aptidões. Entretanto, eu queria falar agora de modernidade que é um dos requisitos demandados pelas  empresas para seus potenciais executivos. É facilmente perceptível que ainda existe muita confusão a esse respeito porque na maioria das vezes, os responsáveis pelas contratações confundem modernidade com juventude. Aliás, para ser mais realista, existe um real preconceito a esse respeito.
Mas, afinal o que é ser moderno?
Ser moderno é ser atualizado, saber o que está acontecendo no mundo, os progressos e novos conceitos do setor em que você trabalha, enfim, ser antenado. Também é ser progressista, aberto a mudanças e novas ideias, com curiosidade para buscar soluções heterodoxas para problemas conhecidos.
Ser moderno é saber expressar uma ideia que já existe com uma lingaugem completamente nova e diferente. Ser moderno é ser capaz de se comunicar com facilidade e eficiência, com clareza e simplicidade.
Moderno é aquele sujeito que não tem preconceitos, não se deixa engessar por ideias antigas. O moderno a que as empresas aspiram é o homem ou a mulher que sabe falar mais de uma língua, que viajou pelo menos um pouco, conheceu outros países e outras culturas, aprendeu a respeitar o diferente e, muitas vezes, insólito.
Domínio tecnológico também é uma necessidade e uma caraterística forte dos modernos. É imprescindível para um executivo em ascenção saber lidar com computadores, celulares de última geração, softwares de suporte, equipamentos de teleconferências, GPS…
Obviamente uma pessoa moderna está conectada com conceitos de “última geração”, como cidadania, cuidados com o meio ambiente e sustentabilidade. Ser moderno, afinal, não tem nada a ver com que idade você tem, mas com a forma com que você lida com a vida. Eu ficarei feliz no dia que os recrutadores das empresas estiverem convencidos disso, porque muita gente eficiente será melhor aproveitada.