10 dicas para ser um Leader Teacher

Ser responsável pelo trabalho de uma equipe, por sua produtividade, seu desenvolvimento e sua realização não é tarefa para qualquer um. É necessário ter aptidão, vontade de ser um bom líder e desenvolver habilidades específicas que vão muito além de dar ordens e vê-las cumpridas. O velho conceito de chefe, aquele que não dialoga, não ouve opinião dos subordinados, não cuida do desenvolvimento das pessoas, está tão defasado da realidade quanto um senhor feudal.

Os líderes atuais precisam ter não apenas conhecimento técnico mas, sobretudo, comportamental. Precisam ser perceptivos, conhecer profundamente suas forças e fraquezas e como utilizá-las para lidar com a equipe, além de ter sensibilidade em relação ao significado do comportamento dos outros. Obviamente é necessário que tenham conhecimento do negócio em que estão inseridos e em como os acontecimentos políticos e sociais interferem no desempenho de sua empresa. Nem preciso falar que, apesar de parecer estar fora de moda, devido aos escândalos diários que nos agridem, ser ético é fundamental, da mesma maneira que livrar-se de preconceitos e de velhos paradigmas que não fazem mais sentido. Uma boa capacidade de negociação para estabelecer parcerias e influenciar pessoas, mesmo aquelas que não lhe são subordinadas, pode ser o ponto que fará a diferença para o sucesso do time inteiro.

Flexibilidade para mudar de rumo é um ponto primoroso e ser um Leader Teacher pode trazer a excelência para sua equipe. Captura de Tela 2014-08-04 às 15.43.14Para isso, tenho umas dicas, cujo autor perdeu-se, mas que valem a pena:

1. Estar aberto a aprender sempre

2. Descobrir as deficiências/gaps de conhecimento em você mesmo e na sua equipe

3. Buscar o conhecimento para você e para os outros, onde ele estiver

4. Verificar resultados do aprendizado e fazer correções de rumo

5. Partilhar suas próprias experiências

6. Contar histórias

7. Estimular o compartilhamento de conhecimentos e experiências dentro e fora da equipe

8. Dar exemplos concretos e verificáveis

9. Acreditar no potencial de aprendizado das pessoas

10. propiciar condições para que o aprendizado aconteça.

Não é fácil, mas qualquer líder é capaz de desenvolver essas habilidades. Se o fizer, tenho certeza de que todos sairão ganhando, você, sua equipe e sua empresa.

 

 

 

Passar de “peão” a chefe traz suas dores

Bem, depois de muito trabalho e esforço, você foi promovido a chefe da equipe da qual fez parte até ontem. Você entra no seu espaço diferenciado dos demais, sente-se orgulhoso, recompensado pela dedicação e empenho com que se destacou dos outros. Cadeira confortável? Mesa maior? Uma sala fechada? Maravilha! E agora? Como vai ser com seus camaradas, seus companheiros de almoço, de piadas sobre o chefe, de reclamações e fofocas? Pensa que é fácil? Não é mesmo.

A primeira coisa que você deve ter notado é que agora você tem um papel diferente dentro da organizacão. Você foi escolhido para liderar essa equipe, para obter o melhor de seus subordinados, agora você é o responsável por trazer os resultados. Bem, sua carreira de executivo iniciou e ela é diferente de sua carreira de subordinado. Você foi excolhido porque seu chefe reconheceu em você capacidade de mobilizar pessoas e motivá-las a produzir aquilo que a empresa precisa para atingir suas metas.

Não pense que, porque chegou a essa posição tudo está resolvido. Lembre-se que nos primeiros momentos você é um cara sob observação e os olhos de todos estão sobre você. Há um período de iniciação em que você terá de ser aceito pelos seus próprios pares, além da própria equipe. Não precisa ficar assustado com isso, todos os outros executivos passaram por esse período e, se você não tivesse mostrado capacidade, certamente não teria sido promovido.

Apenas aceite que esse período existe e não tente dar a impressão de que sabe tudo a respeito de liderar essa equipe somente porque fez parte dela. Não se acanhe em fazer perguntas, em buscar respostas claras sobre o que sua chefia espera de você, peça opiniões e sugestões aos subordinados. Afinal, gerir uma equipe exige que, além de conhecimento técnico você precisa ser capaz de controlar as tensões do grupo e manter o time focado em missão, valores, metas, indicadores de desempenho, agenda…

Você terá que ser capaz de antecipar problemas, identificar opções, desenvolver estratégias, estabelecer metas e planos de ação. Vai ter que organizar a distribuição de tarefas, facilitar a ação das pessoas, fazer correções de rota quando necessário.

Você terá que limitar as fofocas, mesmo que seus subordinados sejam seus super-amigos. E, se alguma chegar a você, lembre-se de, antes de tomar decisões, achar um jeito de separar o que é fato do que é fruto de opiniões ou sentimentos. Aprenda a ouvir os diversos lados envolvidos, de forma delicada para não ofender ninguém e para que seus velhos amigos não pensem que o cargo lhe subiu à cabeça.

Lembre-se que, para você se sair bem, é necessário criar alianças e parcerias com chefes, pares e com sua equipe. Você não precisa saber tudo de tudo, saiba o essencial e saiba quem tem as respostas para as diversas questões do seu dia-a-dia. Busque ajuda de outros gerentes se precisar, mesmo de seu chefe, pois ele está tão interessado quanto você no seu triunfo.

Não pense que é necesário mudar sua personalidade, tratar friamente seus amigos só porque virou chefe deles. Existem muitas maneiras delicadas de sair fora de uma fofoca ou de uma conversa boba. Aos poucos as pessoas percebem que seu papel mudou e comecam a tratá-lo como chefe, sem com isso deixarem de ser seus amigos. E daqui a pouco você vira Diretor….

Responda para si mesmo: quem é você?

Uma das coisas mais difíceis que temos para enfrentar no vida profissional é o momento de realmente saber quem somos. Não estou falando aqui daquele discurso formatado segundo as regras de marketing pessoal, estou falando daquele instante no qual você precisa ser totalmente realista a seu respeito e a respeito de suas habilidades e aptidões. Para qualquer pessoa, em qualquer circunstância, podemos mentir um pouquinho, omitir algumas verdades, exagerar nas coisas boas, mas se fizermos isso para nós mesmos perderemos uma oportunidade valiosa de crescer e desenvolver melhor nossas habilidades.

Para iniciar o processo, examine com realismo quais são suas maiores aptidões. Preste atenção para não exagerar e achar que é o Batman ou a Mulher Maravilha. Todos temos algumas, veja bem, algumas, aptidões de destaque. Lembre-se que outras pessoas terão aquelas que você não tem, o que dá espaço para a colaboração e o trabalho conjunto. Saiba, portanto, exatamente aquilo que você faz muito bem, aprimore essas capacidades naturais, reforce-as, faça com que os outros percebam que você é ótimo nisso ou naquilo.

Também é necessário que você analise como são suas atitudes comportamentais, pois hoje em dia elas ganharam muita importância e são fundamentais para o sucesso. Por exemplo, você precisa saber se tem capacidade de liderança, facilidade de comunicação e capacidade de mobilizar os outros em torno de uma ideia antes de buscar uma posição de chefia. Se não tem a atitude comportamental adequada a uma posicão, busque alternativas nas quais você se sairá melhor.

Não esqueça nem por um momento que não só de competências comportamentais se faz um bom profissional. Você pode ser o melhor em comportamento, vivência, comunicação, atitude, mas nada disso servirá se for incompetente tecnicamente. Tenha clareza sobre sua capacidade técnica e coragem para admintir que não tem suficiente backgound técnico para uma determinada posição. Não que isso seja motivo de desistência e sim, que seja motivo para você buscar uma maior especialização.

Enfim, não pense que o tempo gasto nesse processo de auto-análise é desperdiçado. Pelo contrário esse tempo lhe trará ganhos significativos no futuro quando você atingir uma posição destacada, onde suas habilidades, seu conhecimento técnico e seu comportamento ficarão evidentes para todos.