Dica de Carreira: Elevator Pitch

Captura de Tela 2016-06-14 às 10.02.10Você está desesperado por uma oportunidade de fazer um contato numa empresa maravilhosa onde, com certeza, você poderia fazer um excelente trabalho e ser muito feliz. No entanto, não tem um contato que seja capaz de abrir uma porta para que você se apresente e aí… Supresa! Encontra no elevador aquela pessoa responsável por contratar novos colaboradores nessa empresa.

O que você faz? Entra em pânico porque não sabe o que fazer? Fica mudo pelos próximos dois minutos? Ou aproveita a oportunidade para se apresentar? Ah, para isso você precisa ter um Elevator Pitch na ponta da língua.Captura de Tela 2016-06-14 às 10.52.54

Elevator Pitch é o discurso rápido capaz de descrever você e suas qualidades. Tem que ter elementos que despertem o interesse da outra pessoa a tal ponto que ela queira saber mais sobre você. Claro que você pode ser capaz de dizer o melhor sobre você sem pensar, mas eu aconselho você a pensar antes e até a treinar para realmente apresentar aquilo que faz você único.

Captura de Tela 2016-06-14 às 10.10.43Sem dúvida, você está cansado de saber que deve investir em autoconhecimento para qualquer ação relativa à sua carreira, então possivelmente já sabe quais são suas grande qualidades e qualificações. Selecione duas ou três que você acredita podem ser importantes na empresa em que você está querendo entrar.

Pense agora nos melhores trabalhos que já fez – três é suficiente -, momentos em que seu desempenho foi reconhecido ou mesmo premiado. Faça um mix dessas informações, juntando num único parágrafo. Relacione com suas características, se possível aquelas que você selecionou ou, se quiser outras.Captura de Tela 2016-06-14 às 10.15.29

Resuma em poucas palavras sua formação e trajetória profissional, acrescente seus interesses não esqueça de explicitar o que está buscando. Tudo isso deve estar contido num discurso de, no máximo, dois minutos. É o tempo que você terá para mostrar o produto de altíssima qualidade que é você. Não esqueça que seu interlocutor deverá se interessar no primeiro minuto ou você perderá a chance.

Captura de Tela 2016-06-14 às 10.13.42.pngPensa que é fácil? Parece, mas não é tão simples. Treine, treine, treine. Faça na frente do espelho, grave com seu celular, mostre para algum amigo ou conselheiro, peça sugestões, pergunte o que eles consideram seus pontos fortes. Muitas vezes, deixamos de lado algumas qualidades que nos fazem especiais e únicos, aquilo que nos diferencia.

Uma última dica: se perceber que a pessoa não está querendo ouvir o que você tem a dizer, não continue, ache um jeito elegante de se calar. Isso não significa necessariamente que seu discurso não é bom, pode ser apenas que hoje não seja o melhor dia. Deixe pra lá! O Universo está sempre abrindo novas portas, basta prestar atenção.

 

 

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É hora de turbinar sua carreira. Inicie 2012 preparado para crescer

Você está buscando

             Melhoria na carreira?

             Novo emprego ou reposicionamento na empresa atual?

             Fazer as escolhas certas para ampliar sua capacidade técnica através de cursos e treinamentos?

             Maior segurança pessoal e profissional?

             Maior equilíbrio entre vida pessoal e vida  profissional?

O processo de Coaching ou a Terapia de Carreira em Grupo vão ajudá-lo a

            Romper limites pessoais

            Descobrir interesses, valores e habilidades úteis para a carreira

            Identificar cursos e relações necessárias para melhor utilizar suas aptidões e qualificações

            Ampliar a explicitação de suas realizações profissionais.

            Definir necessidades de desenvolvimento para atingir metas

            Fazer um Plano de Ação para ajudar no caminho

Maria do Carmo Marini é engenheira, com especialização em comunicação corporativa e coaching pessoal e profissional.  Oferece terapia de carreira para mulheres e homens que precisam ampliar sua imagem e competência social, estão em busca de melhorias profissionais ou precisam enfrentar situações específicas no trabalho ou na vida social para as quais não estão devidamente preparados. Escreveu “Alça de Silicone – Conselhos para mulheres em busca do sucesso profissional”, baseando-se na sua experiência como executiva em grandes empresas nacionais e multinacionais. É responsável pelo conteúdo de aplicativo da Apple, Be The Boss.

Uma reflexão sobre “depressão profissional”, será que tem como escapar? Parte II

Bem, você finalmente se livrou (ou “foi livrado”) da empresa que estava transformando sua vida num inferno total. Agora, é a hora de buscar alternativas e tudo o que você não quer é repetir os últimos tempos de sua vida profissional. Decididamente, você vai buscar uma posição na qual ganhe bem, trabalhe em horas decentes e se sinta estimulado e motivado. Seu currículo está estruturado, você fez um bom exercício de resgate de suas aptidões e qualificações, determinou algumas empresas que podem interessar, definiu que tipo de posição lhe serve, está pronto.

Com tudo isso, certamente você estará empregado rapidamente, especialmente porque ouve todo dia falar de apagão de mão de obra, vagas sobrando nessa ou naquela área, enfim, muitas notícias otimistas sobre o mercado de trabalho. Sinceramente, desejo que tudo ocorra dessa maneira e você comece imediatamente a trabalhar no emprego dos seus sonhos. Infelizmente, porém, não tem sido tão fácil para a maioria dos mortais. E é aí que as coisas começam a complicar.

Digamos que você já tenha passado dos 40 anos, ou até dos 50, que tenha deixado um cargo relativamente elevado na empresa anterior, com um alto salário. Vai descobrir que as posições compatíveis com suas qualificações, com sua história profissional não são tantas quanto você pensava. Recolocar-se começa a demorar um pouco, o dinheiro da reserva vai diminuindo e você vai ficando nervoso e apreensivo. Procura seus amigos e ex-colegas para almoçar ou jantar e conversar um pouco, saber de oportunidades, pedir uma apresentação para o head hunter que teoricamente está buscando pessoal para o setor que lhe interessa.

Descobre que seus amigos não têm tanto tempo disponível para encontrar você, mesmo sendo as pessoas mais gentis e atenciosas do mundo. Afinal, eles têm um empresa para administrar… Descobre também que aquele head hunter seu conhecido que puxava seu saco, pedia favores e convidava você para almoçar nem atende mais seus telefonemas. Você tem notícia também sobre um conhecido incompetente que conseguiu uma posição muito boa numa das empresas que lhe interessavam. Então começam as dúvidas: será que superestimei minhas qualificações? Será que realmente consegui os resultados que assumi ou eles foram frutos do trabalho de outros? Por que o mercado não me quer?

Então, meio desesperado, você se oferece para trabalhar como consultor. Qualquer coisa serve, um projetinho qualquer e dali a pouco você nem sabe mais quem é. E a depressão se instala de mansinho, sua auto-estima vai para o fundo do poço e você entra num círculo mau e destrutivo.

A boa notícia é que tem jeito de não entrar nessa ou de, pelo menos, não deixar o processo ser tão grave. A primeira coisa a fazer é ser realista. Avalie o que você tem a oferecer ao mercado e não insista em se apresentar para posições claramente incompatíveis com seu perfil, sua idade, sua formação. Tenho certeza que você pode aprender rapidamente coisas novas, que seu pique é o de um menino de 25 anos, mas o mercado não corre riscos, busca perfis definidos. Nós sabemos que está perdendo, mas… Acompanhe as discussões sobre trabalho em jornais e revistas, tente saber o que os head hunters andam falando sobre empregos potenciais. Mesmo que ele não falem com você, falam com seus amigos e ex-colegas.

Aproveite o tempo curto que seus amigos podem dedicar a você para se informar tudo o que puder sobre o mercado. Tenha claro quais qualificações você poderá usar para oferecer um projeto de consultoria e, se optar por esse caminho, tenha alguma coisa bem estruturada. Ninguém contrata alguém para “fazer qualquer coisa que você precise”. Pense em que qualificações você poderá usar para trabalhar em outros setores que não aquele do qual você saiu. Muitas vezes sua experiência num setor pode perfeitamente ser aproveitada em diversos outros, sem que você se sinta humilhado por aceitar uma posição inferior a que tinha.

Enfim, não tem como esgotar o assunto aqui e vou continuar falando nisso em outros momentos, ouvindo opiniões de outras pessoas e, quem sabe, conselhos mais efetivos de como evitar o fenômeno. Espero, no entanto, que você consiga passar ao largo da depressão, pois além de fazê-lo sofrer muito, ela pode ser fatal para seu futuro.

Entrevista de emprego, algumas dicas

Você conseguiu marcar uma entrevista com aquele recrutador bacana, para uma vaga dos sonhos? Que maravilha, seu currículo deve tê-lo impressionado, suas referências foram bem aceitas. Agora é a hora da entrevista, momento crucial onde você pode ganhar ou perder a vaga.  Não fique nervoso, tenha em mente que o comportamento certo, a objetividade, a boa educação e a simpatia podem ser fatores determinantes na hora de conseguir a vaga. Fácil, não?

Fácil se você tratar desse momento com cuidado, planejando antes e estando preparado para todas as armadilhas que podem estar armadas no evento. Não tenha preguiça e, antes de mais nada, estude a empresa e o emprego para o qual se candidatou. Pesquise na Internet, pergunte a amigos e conhecidos. Esteja preparado para questionamentos relativos ao que você espera, busca, pretende ao obter a posição.

Faça um exercício de imaginação e pense antecipadamente como será a entrevista, o que vai dizer, quais itens de sua experiência vai destacar e quais das suas características vai apresentar para demonstrar que você é uma boa alternativa para o cargo e para a Empresa. Se for capaz, faça um ensaio ou mentalização prévia de como você quer que a entrevista se desenrole. Isso ajuda muitas pessoas, mesmo que na hora as coisas não sejam exatamente como você idealizou. Para obter a postura correta, imagine sua atitude de vencedor ao apresentar-se, visualize essa imagem para reproduzi–la na hora em que estiver falando com o entrevistador.

Chegue ao encontro pelo menos dez minutos antes do horário marcado para fazer o “reconhecimento do local”. Se puder obter alguma informação prévia sobre o entrevistador que o ajude a ter uma conversa amena para a abertura da discussão, não deixe de usar essa  pequena vantagem.

Se atrasar, ligue avisando sobre o atraso e deixe muito claro que a razão não tem a ver com alguma incompetência sua em administrar o tempo. Bem, depois falamos  do comportamento durante a entrevista mas, por enquanto, tenha muito sucesso!

 

É melhor mais? Ou menos?

Mais de uma vez me perguntaram e eu mesma tive essa dúvida em diversas ocasiões: é melhor estar mais arrumada do que o resto das pessoas ou o contrário? Outro dia mesmo, na palestra que fiz no Encontro Anual de Secretárias do Brasil, uma jovem que trocou de emprego e foi trabalhar numa empresa mais informal levantou a questão. Ela trouxe com ela o padrão da empresa anterior, mas na nova isso parecia excessivo e estava difícil a adaptação.

Bem, pessoalmente eu sempre preferi estar mais arrumada do que menos. Seja num evento, seja no escritório, seja em qualquer ambiente em que você é notada, é preferível destacar-se como aquela mais chique do que como a mais desleixada. Sabe como é, imagem produz reflexos na avaliação da qualidade do trabalho que você poderá entregar. A imagem de bem cuidada passa a impressão de que você cuida do seu trabalho com o mesmo esmero. Já a de desleixada, bem…

Claro que, se você vai trabalhar no chão de fábrica ou numa obra, não vai aparecer para trabalhar com um salto 15, um vestido de seda ou algum exagero evidente (aliás, esses não combinam nem com escritório). Parto do princípio que você sabe o que é adequado para o tipo de trabalho que vai exercer. Esse é um dos princípios básicos do ser elegante: usar a roupa certa para cada ocasião. Recomendo apenas que, dentro desse princípio, você não abra mão do seu padrão para contentar pessoas que não tiveram ainda a oportunidade de aprender a lidar com a imagem de forma mais conveniente.

Entretanto, sei que o mais difícil quando você se destaca sendo mais bem arrumada, mais bem vestida, mais bem penteada é “segurar a onda” de comentários, olhares e risinhos daquelas que acham que você pode ser esnobe, metida, diferente. Bem, isso só tem jeito com o tempo, depois que você demonstrar que pode ser uma boa colega, cooperativa, leal, eficiente.

Enquanto controi essa imagem e demonstra suas qualidades não vá entrar na onda e se desarrumar, mudar seu estilo só para agradar quem ainda não chegou no seu padrão. Persista! Você vai ver que, daqui a pouco outras seguirão seu exemplo, serão mais cuidadosas, algumas até virão pedir-lhe palpites. E você terá a satisfação de ter contrbuído decisivamente para melhorar a imagem inclusive da sua empresa.