Um jeito novo de comprar roupas

Você nunca ficou frustrada depois de comprar uma roupa que lhe pareceu bacana na loja e, quando resolveu usar naquele dia especial achou que ficou um lixo? Eu já passei por momentos como esse e juro que não foi porque estava mal humorada na hora de usar. Depois de várias tentativas vi serem confirmadas minhas impressões: comprei a roupa errada.

Acho que isso tem a ver com as luzes dos provadores das lojas, à influência de adoráveis vendedoras que deixam você num alto astral de tal forma que sua autocrítica fica prejudicada. Você se vê diferente da realidade. Pois bem, recebi um email ontem como uma novidade maravilhosa. Não tenho ideia de quando isso estará disponível por aqui, mas achei tão interessante que quis compartilhar com vocês para que aguardem junto comigo. É uma nova maneira de comprar roupas. Não vou descrever para não estragar a surpresa.

 

Eventos especiais: Velórios

Minha amiga Béia Carvalho, inconformada com as atitudes inadequadas que constatou em velórios que teve que ir, me pediu que escrevesse a respeito. Confesso que precisei parar para pensar em como muitas vezes não nos damos conta de que alguns ambientes exijem um respeito e uma formalidade extras. Incluo nisso os velórios, mas também eventos religiosos de qualquer natureza, eventos solenes e assim por diante.

Ficando nos velórios, esse é um momento realmente delicado. Momento de sofrimento das pessoas próximas, momento de reflexão para quem está bem de saúde, momento de solidariedade com quem perdeu alguém importante. Não é possível ser insensível a ponto de não perceber que um comportamento mais contrito é necessário e que boas maneiras são exigidas na ocasião.

Portanto, se você é mulher, esqueça definitivamente de produzir-se para ser a mais sexy da parada. Deixe para a balada, as compras, o cruzeiro, o restaurante. Nada de saltos gigantescos, decotes profundos, maquiagem pesada. Nem pense em adotar a linha contrária, ou seja, shorts, camiseta e havaianas. Havaianas são ótimas, até para a balada e você pode trocar de namorado se ele não quiser sair com você de havaianas, mas no caso de um velório, ele tem razão. Tênis também não funcionam, aliás tênis, a menos dos de passeio que você pode usar nas compras, é para a aula de ginástica ou a caminhada no parque.

Se você é homem, esqueça a bermuda, a camiseta regata, os chinelos e os tênis, a menos que eles sejam de passeio. Calça e camiseta ficam bem, desde que a camiseta seja mais alinhada, tipo polo e não tenha nenhum manifesto de banda de rock ou daqueles tipo “vagabundo na Bahia” ou “conservado em tequila”.

Entretanto, mais importante do que tudo é o comportamento. Se você for ao velório apenas para cumprir com uma obrigacão social, mesmo assim, tem que respeitar a dor das outras pessoas. Se encontrar um velho amigo, nada de manifestações grandiosas, saudações escandalosas. Seja mais comedido, fale baixo e, se realmente ficar muito feliz em encontrar aquele velho amigo da escola, saia de lado, vá para um canto longe para curtir sua felicidade sem jogá-la na cara dos que estão infelizes.

Não fique contando em voz alta para suas amigas a “loucura” que foi a balada da noite anterior nem fique rindo de situações que aconteceram em outro ambiente. Você não precisa ficar muito tempo no velório, cumprimente a todos os que devem ser cumprimentados (no geral a família, mais especialmente aqueles que você conhece), disfarce e convide suas amigas ou amigos para tomar um café na padaria da esquina.

Tenho certeza de que, apesar de as pessoas ficarem meio transtornadas num momento de dor, alguém vai notar se seu comportamento for inadequado e sua imagem vai sofrer um arranhão significativo. Você é melhor que isso, não é?

 

Armário cheio de roupas não significa que você vai andar sempre bem vestida

Muitas pessoas com quem tenho conversado levantam a dificuldade de lidar com seu próprio guarda-roupas. A queixa é sempre a mesma, guarda-roupa cheio a ponto de nem conseguir fechar direito e, na hora de sair, não têm o que vestir. É inacreditável, especialmente entre as mulheres, como isso é fácil de acontecer.

Bem, às vezes você não tem realmente a roupa adequada. Outras vezes você apenas não “enxerga” o que pode ser usado, simplesmente porque está num daqueles dias em que nada lhe parece certo. Num desses dias, você vai achar que está feia, gorda ou magra demais, que seu cabelo está péssimo, enfim o guarda-roupas é apenas um detalhe afetado por seu momento de baixa auto-estima. Conforme-se, deixe para lá, mas não saia para fazer compras porque o resultado não vai ser bom. Você vai gastar demais e, certamente, comprar coisas que não vai usar depois.

Entretanto, num dia “bom”, no qual você está de bem consigo mesma, faça uma limpeza no seu guarda-roupas, tornando-o prático e cheio de alternativas para o que der e vier. Comece preparando-se psicologicamente para abrir mão de coisas que ainda estão boas, coisas que você pagou caro, enfim saiba de antemão que, sem desprendimento, você nunca irá racionalizar seu armário.

Coloque todas as roupas para fora e comece separando aquilo que está muito fora de moda ou não condizente com o momento em que está vivendo. Por exemplo, se você era estagiária numa empresa da área de moda e agora é advogada num escritório formal, certamente não vai usar o mesmo tipo de roupa, certo? Livre-se delas, força! Não pense que algum dia você poderá voltar  a trabalhar com moda e usar outra vez. Se você voltar, vai querer coisas novas e vai adorar comprar.

O segundo passo é mais difícil, pois você precisa honestamente ter certeza do que lhe serve e do que ficou pequeno, apertado. Aí você começará a sentir pena de separar aquela blusa de seda pela qual pagou uma fortuna ou daquela calça preta que lhe deu a maior sorte na entrevista de emprego. Seja dura consigo mesma, você aguenta! Não caia em tentação. Você não vai emagrecer  facilmente para entrar na roupa tamanho 40 se está no manequim 44 há três anos. Se fizer regime ou plástica, mesmo que emagreça com sucesso, seu corpo vai sofrer modificações e essa mesma roupa não vai ficar bem, mesmo que tenha lhe encantado num tempo que não volta mais.

Livre-se de roupas velhas, camisetas furadas, coisas com elásticos moles, enfim, tudo o que você acha que vai usar no “dia em que for fazer uma limpeza no quintal”. Lamento informá-la mas, se essa limpeza acontecer, mesmo que seja regularmente, vai exigir uma única roupa mais detonada.

Livre-se de bijuterias quebradas, a não ser que tenha certeza de que elas são consertáveis e, se forem, não guarde, deixe à mão para levar para o conserto na primeira saída. Esta é uma boa hora para livrar-se daquela sapato que tira pedaços do seu pé toda vez que você sai com ele. Também é bom aproveitar para jogar fora aquele chinelinho de quando você era adolescente.

Depois desses momentos de desprendimento e honestidade, faça um balanço de tudo o que sobrou. Experimente fazer combinações diferentes daquelas que você faz normalmente. Tente juntar, por exemplo, o paletó de um terno com um vestido, a calça do mesmo terno com uma malha, experimente novas experiências com lenços e echarpes. Gaste tempo com isso, divirta-se, ache-se bonita, diferente, engraçada. Tem gente que eu conheço que faz fotografias das diversas montagens para lembrar-se e usar novamente ou apenas para ter uma lembrança de um momento divertido.

Ao final, veja as peças que sobraram sem ter nada que combine. Elas existem porque fazemos aquelas compras por impulso quando estamos carentes ou mal com a vida. Pense racionalmente sobre o que ficaria bom para acompanhá-las, escreva na sua agenda e, quando for fazer compras, antes de qualquer outra peça, compre algo para combinar.

Agora, olhe seu armário mais vazio e perceba que você tem muito mais possibilidades de andar bem vestida do que antes. Se não se achar capaz de fazer isso sozinha, pode chamar Executivas & Chiques pois essa é uma das áreas na qual temos oferecido consultoria com muito sucesso.