2020, novos aprendizados: Teste de Bechdel

Sabe essas navegações sem compromisso que as pessoas fazem? Pois bem, estávamos, meu marido e eu, como fazemos regularmente, conversando e vendo trailers do novo filme do 007. Ambos somos fãs de carteirinha do cara, embora discordemos qual ator é o melhor. Sempre queremos previamente saber tudo sobre as filmagens, atores, diretor, figurinistas, enfim tudo o que torna realidade qualquer filme que apreciamos muito. Entre esses personagens, escolhemos saber sobre o diretor dessa versão, cuja biografia lemos e, ao fazê-lo, meu marido chamou minha atenção sobre uma informação totalmente nova para nós dois, o Teste de Bechdel, um teste que é aplicado a obras de ficção em geral. Não é relacionado a nenhum dos importantes prêmios que existem nas diferentes categorias, portanto não é comum vermos comentários populares a respeito.

Na verdade, existe todo um universo de informações sobre esse assunto: livros, artigos, estudos. Antes de me perder nesse novo mundão e como pode interessar a muita gente, principalmente às mulheres, resolvi copiar alguma informação da Wikipedia e compartilhar com vocês. Se para você isso não é novidade ou não interessa, deixe pra lá, pois é longo. Se quiser saber mais, leia abaixo, pesquise ou me pergunte. Posso compartilhar mais informações.

teste de Bechdel pergunta/questiona se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Algumas vezes se adiciona a condição de que as duas mulheres tenham nomes. Muitas obras contemporâneas falham no teste, que é um indicativo de preconceito de gênero. Em média, filmes que passaram no teste possuíam orçamento mais baixo que outros, mas um desempenho financeiro melhor ou equivalente.

Alisson Bechdel

O teste recebe o nome em homenagem à cartunista norte-americana Alison Bechdel. Em 1985, uma personagem de seus quadrinhos expressou a ideia, que a autora atribuiu a sua amiga Liz Wallace. O teste foi originalmente criado para avaliar filmes, mas é também aplicado para outras mídias.

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Alguns filmes famosos e suas notas no teste

De acordo com Mark Harris da Entertainment Weekly , se passar no teste fosse obrigatório, metade dos indicados em 2009 ao Oscar de melhor filme estariam ameaçados.”

O crítico de cinema Robbie Collin, do jornal The Daily Telegraph, critica o teste como “um rótulo premiador (juro que a palavra não é minha) que confere status a uma obra com pouca análise ou apreciação”, e sugere que o problema subjacente da falta de personagens femininas bem desenvolvidas no cinema deveria ser o tópico de discussão, ao invés do sucesso ou fracasso dos filmes em passar no teste de Bechdel.

Pantera Negra, aprovado no teste

De qualquer maneira, ainda existe muito a ser estudado e feito para ser justo com ambos os sexos, e também com as variações resultantes das escolhas pessoais daqueles que decidem não ser um ou outro.