É melhor mais? Ou menos?

Mais de uma vez me perguntaram e eu mesma tive essa dúvida em diversas ocasiões: é melhor estar mais arrumada do que o resto das pessoas ou o contrário? Outro dia mesmo, na palestra que fiz no Encontro Anual de Secretárias do Brasil, uma jovem que trocou de emprego e foi trabalhar numa empresa mais informal levantou a questão. Ela trouxe com ela o padrão da empresa anterior, mas na nova isso parecia excessivo e estava difícil a adaptação.

Bem, pessoalmente eu sempre preferi estar mais arrumada do que menos. Seja num evento, seja no escritório, seja em qualquer ambiente em que você é notada, é preferível destacar-se como aquela mais chique do que como a mais desleixada. Sabe como é, imagem produz reflexos na avaliação da qualidade do trabalho que você poderá entregar. A imagem de bem cuidada passa a impressão de que você cuida do seu trabalho com o mesmo esmero. Já a de desleixada, bem…

Claro que, se você vai trabalhar no chão de fábrica ou numa obra, não vai aparecer para trabalhar com um salto 15, um vestido de seda ou algum exagero evidente (aliás, esses não combinam nem com escritório). Parto do princípio que você sabe o que é adequado para o tipo de trabalho que vai exercer. Esse é um dos princípios básicos do ser elegante: usar a roupa certa para cada ocasião. Recomendo apenas que, dentro desse princípio, você não abra mão do seu padrão para contentar pessoas que não tiveram ainda a oportunidade de aprender a lidar com a imagem de forma mais conveniente.

Entretanto, sei que o mais difícil quando você se destaca sendo mais bem arrumada, mais bem vestida, mais bem penteada é “segurar a onda” de comentários, olhares e risinhos daquelas que acham que você pode ser esnobe, metida, diferente. Bem, isso só tem jeito com o tempo, depois que você demonstrar que pode ser uma boa colega, cooperativa, leal, eficiente.

Enquanto controi essa imagem e demonstra suas qualidades não vá entrar na onda e se desarrumar, mudar seu estilo só para agradar quem ainda não chegou no seu padrão. Persista! Você vai ver que, daqui a pouco outras seguirão seu exemplo, serão mais cuidadosas, algumas até virão pedir-lhe palpites. E você terá a satisfação de ter contrbuído decisivamente para melhorar a imagem inclusive da sua empresa.

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Guarda-roupa de trabalho: mínimo mas poderoso

É claro que você quer ser a mais elegante da sua empresa, a mais bem vestida. Obviamente, se tiver dinheiro vai comprar um monte de roupas para não precisar repetir muito. Isso é parte até de nossa cultura consumista, tem se incorporado na nossa mente, essa necesssidade de ter coisas. Entretanto, para ser elegante você não precisa muito mais que um guarda-roupa básico, com algumas peças que fazem diferença e que podem ser complementadas por coisas simples e baratas.

Para começar, tenha um paletó preto. Pode ser do tipo spencer ou mais amplo. Ele é o máximo porque pode ser o complemento de um número bem grande de produções.

Você pode usar com calça, saia ou vestido, pode combinar com diversas outras cores e mesmo com estampas. Seja criativa que vai dar tudo certo.

Outra coisa fundamental é uma camisa branca. Pode até ser que você ache melhor uma outra cor, porque branco suja demais, fica encardido logo, mas não tem o que faça um efeito igual. Uma camisa branca complementa tanto uma calça quanto uma saia, pode ser usada até sobre um vestido se você arrematar com um cintinho, pode vir sobre uma camiseta regata colorida, enfim tem um número tão grande de possibilidades que, se ela não sujasse, você poderia usar uma semana inteira sem que as pessoas notassem que é a mesma.

Uma saia justa, tipo lápis é poderosa até… Deixa você sexy na medida certa para o escritório, especialmente se for usada com um sapato de salto alto. Além disso, alonga a sua silhueta. Eu recomendo uma cor escura, preta se você tiver pouca roupa ou pelo menos de uma cor que combine com preto. Assim, você poderá usar com seu paletó preto, se precisar. Quem sabe alguma coisa em risca de giz?

Outra peça fundamental num bom guarda-roupa de trabalho é um vestido. Sugiro um modelo mais enxuto, talvez um tubinho. Pode ser estampado, listrado, xadrez, desde que as cores sejam discretas. Bem complementado, faz um sucesso enorme e você pode ir do trabalho para a balada com muita elegância.

Não esqueça um sapato alto, clássico, se possível um bom escarpim, porque isso arrematará qualquer look com charme. E, uma boa bolsa é um investimento necessário e útil, porque além de lhe trazer o conforto de carregar suas coisas com facilidade, complementa suas produções com classe e poder.

Está vendo? Meia dúzia de coisas boas fazem a diferença. Não gaste dinheiro em outros itens antes de adquirir esses. Você verá que suas novas compras farão muito mais sentido e que você poderá economizar sem perder a elegância.

Escolhi outra empresa, desisti ou adiei o projeto: dar retorno é difícil, mas faz uma diferença…

Você está lá, no seu escritório, pensando em coisas interessantes para fazer, para implementar seu trabalho, motivar sua equipe,  e tem uma ideia muito boa. No entanto, não tem como fazer isso sem contratar um consultor. Então, vai atrás, pesquisa, pergunta para amigos e colegas, busca na Internet, procura saber se alguém já prestou esse tipo de serviço para algum conhecido. Descobre, então, dois ou três consultores que lhe parecem qualificados.

Aí tem que decidir qual lhe agrada mais. Marca entrevistas, troca ideias, descobre se a pessoa ou empresa tem uma afinidade de valores com você e com sua empresa e opta por um deles. Ou, até mesmo, opta por dois, três. E pede uma proposta de trabalho.

Bem, você precisa saber que essas pessoas vão trabalhar para conquistar você. Elas vão gastar tempo, capacidade técnica, muitas vezes dinheiro que nem sempre está disponível, mas vão fazer o melhor que puderem, em especial se o seu projeto for interessante ou se sua empresa for importante o bastante para aparecer como cliente. Sabe o que mais? Essas pessoas vão acreditar que têm possibilidade de fazer um trabalho desafiador, ganhar uma quantidade de dinheiro que poderá fazer diferença na vida delas no momento, quem sabe ganhar prestígio para conseguir outros contratos igualmente importantes. A menos que façam parte de uma dessas consultorias colossais, multinacionais, em que tudo é muito diluído, elas vão ter esperanças e fantasiarão sobre um possível resultado positivo e o que isso significará no dia-a-dia da consultoria.

Claro que elas sabem que trabalham no risco, sabem que você pode não aprovar a proposta delas mas isso não significa que não estejam trabalhando com afinco para lhe agradar. Portanto, antes de ir em frente, pense um pouco.  Primeiro, veja se sua empresa vai lhe dar condições de contratar, se vai concordar com a despesa ou com a ideia. É uma perda de tempo sua e dos outros, ir ao mercado atrás de um produto que você sabe de antemão que não poderá contratar. Sua credibilidade poderá ficar prejudicada e, num outro momento, quando você realmente precisar, será provável que fique na mão.

Você está pedindo para mais de uma empresa apresentar proposta? Deixe claro para todas que tem concorrentes na parada, que você optará pelo projeto que mais se adaptar às suas necessidades. Tenha certeza de que os esforços serão enormes porque todas vão querer vencer. Não deixe de ser o mais claro possível sobre o que você quer. Se não tiver certeza, fale a respeito discuta possibilidades. Você poderá ter esclarecimentos importantes que o ajudarão a definir melhor seus objetivos. Esteja disponível para prestar esclarecimentos se for necessário. Eu sei que você vai ficar exasperado, vai achar um absurdo eles não saberem tudo, mas aquilo que está na sua cabeça certamente não está na cabeça de todos com quem você interage.

Tudo isso acontecido, você recebe as propostas. Escolhe uma, a que mais lhe agrada e contrata a empresa. Muito bem, boa sorte, espero que o resultado seja um sucesso. E a outra, ou as outras? Por favor, por respeito, por consideração, para marcar um ponto como uma pessoa elegante e profissional, informe as outras que sua escolha as deixou fora. Com esse gesto simples você poderá contar com elas sempre que precisar.

Você pensa que é só deixar de atender ao telefone ou de responder aos emails que a pessoa vai entender que você não quer mais o serviço dela? Tem razão, depois de uma ou duas insistências ela vai entender, mas vai ficar achando que você é covarde, mau profissional e sem consideração. Tenha certeza de que ele contará essa história por aí e muita gente no mercado vai ficar sabendo. E, espero que você nunca, mas nunca mesmo, precise dele para lhe arranjar um emprego ou fazer uma recomendação…

Emprego para protegido do chefe, pode?

Em tempos nos quais diretores de empresas estatais grandes e importantes estão sendo escolhidos por suas afinidades políticas e não por sua capacidade técnica, uma recomendação para emprego vinda de um alto executivo da sua empresa pode lhe parecer um mico sem tamanho. Eu sei que é difícil pensar que você pode dar um emprego para um idiota completo só porque ele tem um QI – Quem Indica – alto, enquanto dezenas de outras pessoas merecedoras e com possibilidade de serem mais úteis andam em busca de uma oportunidade.

Sua vontade é dizer não e enfrentar as consequências de ter a antipatia do poderoso que fez a indicação? Antes de mais nada, respire fundo e pense melhor. Quem sabe esse importante executivo da sua empresa está indicando sua área para acolher seu protegido porque tem boas referências suas e da sua equipe? Pense bem para saber se não está com medo que a pessoa leve referências ruins a seu respeito para o indicador.  Isso você resolve fazendo um bom trabalho e  garantindo reconhecimento de muitas pessoas dentro da empresa. Além disso, pode acontecer o contrário, o novo funcionário levar boas referências suas ao seu protetor.

Se não houver nada que aponte para um problema imediato, seja flexível. No geral, nossa tendência é achar que o fato de alguém ser indicado é prova de que a pessoa é incompetente, inoperante, ou não quer trabalhar. Mas, pense bem, e se isso não for verdade? Você nunca esteve sem emprego e quis ter alguém  que o indicasse? Talvez um tio, um amigo da família, até um político. Tudo o que você queria, muito provavelmente, era uma oportunidade de mostrar sua capacidade de trabalho. Tem momentos que o mercado não está aberto a conhecer melhor as pessoas, quer alguém pronto e conhecido.

Veja, é uma questão de abrir sua mente e examinar o pretendente sem preconceito. Chame para uma entrevista, examine o currículo, busque referências de outros empregos se a pessoa tiver, veja se as notas na escola foram boas se for um primeiro emprego. Você pode ser surpreendido por um excelente profissional, colaborador, que quer crescer na carreira por meios próprios e só usou o expediente da indicação para abrir a porta.

Entretanto, a situação pode ser mais grave. Por exemplo, você sabe alguma coisa desabonadora sobre o indicado? Alguém lhe deu referências ruins? Se a resposta a essas duas perguntas for sim, eu acho bom você questionar a indicação. Você pode descobrir que só terá encrencas, que a pessoa já deu problema em outros lugares. Nessa situação, veja se acha um jeito elegante de dizer não. Diga que sua equipe está super afinada e um elemento estranho no momento poderá derrubar por terra seus esforços. Antes porém, aconselho que você busque algum apoio ou a opinião outro, ou outros, executivo forte. Peça ajuda explicando que, se você aceitar poderá colocar em risco a integridade da sua equipe, poderá influenciar negativamente nos resultados de sua área. Assim, se o chefão ficar bravo e comentar o fato com alguém poderá ouvir opiniões ponderadas que o favoreçam e minimizem o efeito da negativa.

De qualquer maneira, não deixe de examinar a questão para ver se existe alguma maneira de aceitar a indicação e administrar o prejuízo, ou seja, lidar com a figura sem que sua equipe seja muito afetada. Pode ser que não haja maneira de dizer não, pois você poderá colocar sua carreira em risco. Lamento, mas nem tudo é correto na vida corporativa…

Armário cheio de roupas não significa que você vai andar sempre bem vestida

Muitas pessoas com quem tenho conversado levantam a dificuldade de lidar com seu próprio guarda-roupas. A queixa é sempre a mesma, guarda-roupa cheio a ponto de nem conseguir fechar direito e, na hora de sair, não têm o que vestir. É inacreditável, especialmente entre as mulheres, como isso é fácil de acontecer.

Bem, às vezes você não tem realmente a roupa adequada. Outras vezes você apenas não “enxerga” o que pode ser usado, simplesmente porque está num daqueles dias em que nada lhe parece certo. Num desses dias, você vai achar que está feia, gorda ou magra demais, que seu cabelo está péssimo, enfim o guarda-roupas é apenas um detalhe afetado por seu momento de baixa auto-estima. Conforme-se, deixe para lá, mas não saia para fazer compras porque o resultado não vai ser bom. Você vai gastar demais e, certamente, comprar coisas que não vai usar depois.

Entretanto, num dia “bom”, no qual você está de bem consigo mesma, faça uma limpeza no seu guarda-roupas, tornando-o prático e cheio de alternativas para o que der e vier. Comece preparando-se psicologicamente para abrir mão de coisas que ainda estão boas, coisas que você pagou caro, enfim saiba de antemão que, sem desprendimento, você nunca irá racionalizar seu armário.

Coloque todas as roupas para fora e comece separando aquilo que está muito fora de moda ou não condizente com o momento em que está vivendo. Por exemplo, se você era estagiária numa empresa da área de moda e agora é advogada num escritório formal, certamente não vai usar o mesmo tipo de roupa, certo? Livre-se delas, força! Não pense que algum dia você poderá voltar  a trabalhar com moda e usar outra vez. Se você voltar, vai querer coisas novas e vai adorar comprar.

O segundo passo é mais difícil, pois você precisa honestamente ter certeza do que lhe serve e do que ficou pequeno, apertado. Aí você começará a sentir pena de separar aquela blusa de seda pela qual pagou uma fortuna ou daquela calça preta que lhe deu a maior sorte na entrevista de emprego. Seja dura consigo mesma, você aguenta! Não caia em tentação. Você não vai emagrecer  facilmente para entrar na roupa tamanho 40 se está no manequim 44 há três anos. Se fizer regime ou plástica, mesmo que emagreça com sucesso, seu corpo vai sofrer modificações e essa mesma roupa não vai ficar bem, mesmo que tenha lhe encantado num tempo que não volta mais.

Livre-se de roupas velhas, camisetas furadas, coisas com elásticos moles, enfim, tudo o que você acha que vai usar no “dia em que for fazer uma limpeza no quintal”. Lamento informá-la mas, se essa limpeza acontecer, mesmo que seja regularmente, vai exigir uma única roupa mais detonada.

Livre-se de bijuterias quebradas, a não ser que tenha certeza de que elas são consertáveis e, se forem, não guarde, deixe à mão para levar para o conserto na primeira saída. Esta é uma boa hora para livrar-se daquela sapato que tira pedaços do seu pé toda vez que você sai com ele. Também é bom aproveitar para jogar fora aquele chinelinho de quando você era adolescente.

Depois desses momentos de desprendimento e honestidade, faça um balanço de tudo o que sobrou. Experimente fazer combinações diferentes daquelas que você faz normalmente. Tente juntar, por exemplo, o paletó de um terno com um vestido, a calça do mesmo terno com uma malha, experimente novas experiências com lenços e echarpes. Gaste tempo com isso, divirta-se, ache-se bonita, diferente, engraçada. Tem gente que eu conheço que faz fotografias das diversas montagens para lembrar-se e usar novamente ou apenas para ter uma lembrança de um momento divertido.

Ao final, veja as peças que sobraram sem ter nada que combine. Elas existem porque fazemos aquelas compras por impulso quando estamos carentes ou mal com a vida. Pense racionalmente sobre o que ficaria bom para acompanhá-las, escreva na sua agenda e, quando for fazer compras, antes de qualquer outra peça, compre algo para combinar.

Agora, olhe seu armário mais vazio e perceba que você tem muito mais possibilidades de andar bem vestida do que antes. Se não se achar capaz de fazer isso sozinha, pode chamar Executivas & Chiques pois essa é uma das áreas na qual temos oferecido consultoria com muito sucesso.

Os pés precisam de carinho

Um dia desses, passeando por uma loja de cosméticos, encontrei um produto interessante que provavelmente todo mundo conhece, mas eu não conhecia. Trata-se de uns sachets escalda-pés. Não parece coisa de literatura clássica brasileira? Escalda-pés… Lembra naftalina e os escritores românticos com suas histórias de amor sofrido.

Bem, antigo ou não, decidi experimentar e adorei. Você coloca o sachet em água morna numa bacia e deixa os pés de molho por 15 minutos. É ideal para combater a sensação de pés cansados e sofridos após um dia inteiro de trabalho e um carinho depois que eles carregaram você durante um dia inteiro, com o agravante de, no caso de você ser mulher, muitas vezes ser sobre saltos. O que eu comprei traz cinco sachets e custa por volta de R$ 10,00, o que não é caro, especialmente porque o retorno compensa.

Como gostei muito da experiência, depois disso busquei mais coisas para dar aos pés o conforto que eles merecem e descobri que você pode encontrar o serviço de escalda-pés em clínicas de São Paulo e de outras cidades do Brasil. É claro que existem variações entre cada clínica, não apenas em relação ao serviço oferecido, mas também aos preços cobrados.

Entretanto, é um procedimento simples que você pode, se tiver habilidade e paciência ou alguém que queira agradá-lo ou agradá-la, fazer em casa mesmo. Busquei uma “receita” para você, veja: durante o banho passe pedra pomes ou uma lixa de pés nos pontos mais ásperos, debaixo do calcanhar, embaixo do dedão e outros lugares que possam acumular uma pele mais grossa. As células mortas serão eliminadas e você pode massagear os pés com um creme esfoliante específico que termina o trabalho, deixando seus pés suaves ao toque.

Enxágue e ponha de molho na mistura de um sachet com uns dois litros de água morna, deixando por uns 15 ou 20 minutos. Após essa “carícia”, seque bem os pés e aplique um hidratante, massageando o pé inteiro, deslizando os dedos na planta para soltar os nozinhos que se formam lá. Se for mulher e quiser completar o trabalho, empurre as cutículas e passe esmalte (eu gosto de vermelho…). Seus pés vão agradecer e no outro dia você estará muito mais disposta a voltar para o sapato de trabalho. Boa sorte.

Você está preparado para responder a perguntas pessoais em sua entrevista de emprego?

Tenho lido bastante a respeito dos novos processos seletivos para empregos naquelas empresas modernas e interessantes para se trabalhar. Muitas coisas mudaram pois hoje um bom currículo e um bom conhecimento técnico não são suficientes para garantir o emprego. Hoje os recrutadores querem saber sobre as competências pessoais do candidato, os valores que pautam sua vida, como ele vê o mundo, no que ele acredita. Algumas vezes, querem saber sobre a família, os lugares que lhe interessam, as ações sociais que pratica ou pensa praticar, enfim, querem uma descrição não apenas de competências, mas da personalidade, do ser humano.

Isso certamente ajuda a inserção do novo funcionário na empresa, uma vez que podem ser escolhidas pessoas com perfis alinhados com seus próprios valores. Por outro lado, um candidato precisa ter flexibilidade para falar de si e, muitas vezes, expor convicções, história de vida, falar de seu amigos e da sua família.

Nem todo mundo tem facilidade para uma situação dessas. Os mais jovens, acostumados a redes de relacionamento na Internet têm  menos dificuldade, mas os mais velhos provavelmente podem se sentir meio estranhos, falando que gostam de pescar ou de jogar cartas com a tia. A situação mais difícil certamente é quando o candidato é instado a falar sobre temas que podem deixá-lo desconfortável. Não pense que o entrevistador, ao perceber que você não lida bem com um assunto, vai deixá-lo de lado para ser bonzinho. É nesse momento que, muito provavelmente, ele insistirá, até para ver como você lida com a pressão, como sai de uma situação difícil.

Então, é muito importante estar preparado, refletindo antes da entrevista sobre quem é você, no que realmente acredita, como se relaciona com sua família e seus amigos, quais são seus gostos, como contribui para o bem estar da sociedade como um todo. Rememore momentos da sua vida em que usou suas habilidades para lidar com situações semelhantes àquelas que poderá vivenciar na empresa em questão e use essas memórias como exemplo. Tenho certeza de que todas essas coisas causarão uma boa impressão no entrevistador.

Não ache que todas as situações da sua vida ou suas características são ideais para a empresa ou para o cargo, mas faça o possível para demonstrar que cada uma delas tem pontos positivos capazes de trazer outros ganhos para a empresa. Seja capaz de falar sobre aqueles momentos em que não foi bem sucedido, mas não deixe de contar como tratou a situação de forma a tirar alguma lição sobre o ocorrido ou sobre você mesmo. Não diga que é perfeito, pois ninguém é e ninguém vai acreditar que você seja.

Obviamente que, quando falo sobre essas coisas, parto do princípio que você estudou a empresa, que pesquisou sobre suas principais lideranças e sabe muito bem qual posição está em jogo. Se você ainda não foi atrás disso, nem vá na entrevista, tente adiar ou deixe para outra ocasião.